Dúvida para a partida de amanhã contra o Operário, o atacante Ariel poderá ser repatriado em julho após o término do atual vínculo com o Coritiba. A diretoria ainda tenta convencer o jogador e seus representantes a ampliar o acordo por mais três anos, mas a Argentina surge como possível mercado para o atleta, que chegou a ser sondado pelo Fluminense neste começo de temporada.
Uma definição, inclusive, estaria sendo tratada para esta semana, mas a tendência é que o impasse seja prolongado, já que o contrato em vigor dá margens para interpretações dos dois lados.
Segundo Eduardo Dreyer, assessor do atleta em Curitiba, voltar ao país vizinho não está descartado. “Pode ser”, sintetizou. E esse retorno estaria atrelado a um problema que não afeta só o Coxa, mas a maioria dos clubes brasileiros.
“Quem tem dinheiro para pagar?”, questionou o assessor, sobre o mercado brasileiro. Na Argentina, a situação não é melhor, mas com a visibilidade alcançada no Alto da Glória, Ariel poderia buscar um lugar nos grandes daquele país, que estão sofrendo com a falta de bons atacantes. A proximidade com a família também poderia ajudar na volta para casa de Ariel.
Por enquanto, o jogador segue trabalhando no CT da Graciosa e se recupera da lesão na virilha sofrida contra o Toledo. Um exame de ressonância magnética na virilha estaria programado, mas o clube não confirmou.
No Alto da Glória, nenhum dirigente foi encontrado ontem para comentar a situação. Na sexta-feira, o vice-presidente e um dos diretores de futebol Vilson Ribeiro de Andrade acreditava num acordo.
“Estamos numa fase de negociação inicial, mas há boa vontade de ambas as partes e tenho certeza que chegaremos a bom termo”, destacou. Pelo sim, pelo não, o Coritiba já procura uma “sombra” ou mesmo um substituto.
O atual vínculo vale até o dia 30 de junho e o Coritiba se apega à cláusula décima segunda para fazer com que Ariel assine por mais três anos e complete o acordo celebrado na época da contratação.
“Ao término do presente, o contratado compromete-se às prorrogações do seu contrato de trabalho para atingir cinco anos de contrato com o Coritiba”, diz a cláusula.
No entanto, ela não especifica detalhes de como seria essa prorrogação, quanto o jogador ganharia e outros detalhes. Há registrado ainda em cartório um outro contrato de cinco anos, mas com data anterior e que não teria efeito jurídico.



