Certamente a classificação mostra que o empate desta terça-feira (16) do Coritiba com o CSA em 1×1 no Couto Pereira complica e muito a vida alviverde no Campeonato Brasileiro da Série B. Faltam apenas seis jogos, e a diferença para o G4 é de seis pontos. E vencer era fundamental, pois os alagoanos ocupam a quarta posição. Mas o rendimento do time melhorou sensivelmente – muito tarde na temporada, ainda que represente um fio de esperança nessas últimas rodadas.

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Num ambiente tipicamente curitibano, de chuva e frio, o Coritiba se montou agressivamente para o duelo. Com Chiquinho e Guilherme abertos e Guilherme Parede e Alecsandro à frente, o objetivo alviverde era botar pressão nos alagoanos desde o início da partida. A resposta de Marcelo Cabo foi a escalação surpreendente de Walter – há muito tempo sem ser titular do CSA, o atacante segue com seus problemas crônicos de forma e chegou a ser até ameaçado de dispensa.

Alecsandro não marcou, mas jogou melhor. Foto: Albari Rosa
Alecsandro não marcou, mas jogou melhor. Foto: Albari Rosa

O jogo começou todo errado. Após se atrasar no trânsito, o time alagoano não entrou em campo e o protocolo dos hinos teve apenas o Coxa no gramado. “Não é comum isso, peço desculpas a todos”, disse Marcelo Cabo. Em campo, dificuldade para os dois times por causa do gramado castigado pela chuva. Mas quando o CSA armou o primeiro bom lance, marcou. Matheus lançou, Walter – que tem futebol de sobra – amorteceu com o peito e Didira mandou um chute indefensável. Golaço dos visitantes.

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A resposta foi imediata. Na ligação direta, Guilherme Parede recebeu dentro da área, e depois de não conseguir o chute, rolou para Chiquinho arrematar com raiva e empatar o jogo. Aos dez minutos já estava 1×1. E aí a partida ficou animada. Lucas Frigeri fez duas defesas seguidas em tentativas do próprio Chiquinho e de Guilherme. Era um Coxa demonstrando poder de reação quase inexistente em toda a temporada.

A melhora alviverde era simbolizada pela confiança de Alan Costa e Alecsandro, os “renegados” que foram recuperados por Argel Fucks. Eles chegaram a combinar uma jogada que quase terminou em gol, com passe do zagueiro e chute do atacante. Depois Alan Costa obrigou o goleiro do CSA a fazer um milagre. O Coxa era melhor em campo, conseguia se adaptar melhor às condições do jogo e mostrava uma postura bem mais positiva, como se enfim tivesse se encontrado.

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Chiquinho marcou para o Coritiba um minuto depois do gol do CSA. Foto: Albari Rosa
Chiquinho marcou para o Coritiba um minuto depois do gol do CSA. Foto: Albari Rosa

Os visitantes promoveram uma mudança tática ainda com 30 minutos – com mais um zagueiro, Xandão, os alagoanos resolveram arrumar a defesa e jogar no contra-ataque. A alteração parou o Coxa, que até o final do primeiro tempo não conseguiu mais chegar com perigo. E também na volta do intervalo. O jogo alviverde de lançamentos longos parou de surtir efeito, e os jogadores claramente sentiam o nervosismo da necessidade do resultado. O Coritiba também se irritava com a cera do CSA, principalmente do goleiro Lucas Frigeri. Só na etapa inicial o árbitro Igor Junio Benevenuto deu cinco minutos de acréscimo por conta das simulações.

Para tentar mudar o panorama ofensivo, Argel sacou Alecsandro e colocou Bruno Moraes. E os donos da casa resolveram acelerar o jogo. Alan Costa e Rafael Lima tiveram chances claras. O gol da virada parecia perto. Yan Sasse entrou no lugar de Simião – era a hora do “vai pra cima!”. Hora de pressionar e de também ser ameaçado, o que significava trabalho para Wilson, como no chute traiçoeiro de Rubens e na tentativa de Walter.

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No desespero, o Coritiba tentou. Mas faltou a qualidade pra resolver a partida – a qualidade que ficou faltando em toda a temporada. E os problemas de todo o ano acabam influenciando a campanha, as atuações e o resultado em campo. Por mais que Argel tenha melhorado o time, e que luta não tenha faltado, tudo que foi feito de errado na temporada segue cobrando a conta.

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