Um almoço hoje em Joinville deverá selar a parceria entre o Coritiba e a cidade catarinense para uso da Arena local nos dez jogos de perda de mando que o clube recebeu de punição do STJD.

Melhor opção entre as possibilidades estudadas pelos dirigentes, jogar no estado vizinho será a melhor forma de minimizar os prejuízos acumulados com a invasão de campo por torcedores na partida contra o Fluminense e até difundir a marca alviverde em Santa Catarina. Considerado uma atração na “Manchester catarinense”, o Coxa fará promoção para atrair torcida local nos confrontos pela Segundona.

De acordo com o vice-presidente Vilson Ribeiro de Andrade, Joinville ganhou a “concorrência” de Paranaguá, Ponta Grosso, Londrina, Maringá e Cascavel. “Curitiba é muito próximo de Joinville e são cidades que têm afinidades”, avaliou o dirigente.

O clube descartou Paranaguá por não cumprir a exigência de distância, Ponta Grossa não cumpria a capacidade mínima enquanto Cascavel, Maringá e Londrina seriam longe demais.

“Daria um prejuízo enorme ao clube, um prejuízo emocional às famílias dos jogadores e também teríamos dificuldades em montar infra-estrutura nessas cidades”, justificou Andrade.

Mais “vantagens”

Já em Joinville até o pedágio cobrado na estrada é mais barato e isso está sendo levado em consideração também para facilitar a vida do torcedor. Além disso, a própria Arena Joinville oferece as melhores condições para a equipe poder atuar sem prejuízo técnico.

“Estamos tendo o Campeonato Catarinense, o estádio está liberado pela Polícia Militar, pelo Corpo de Bombeiros e tem capacidade para 22 mil 400 pessoas apesar de a Federação Catarinense de Futebol liberar a venda de apenas 18 mil ingressos”, informa Jorge Luís do Nascimento, presidente da Selej (Fundação de Esporte, Lazer e Eventos de Joinville).

Outros atrativos

Segundo o dirigente catarinense, receber o Coritiba será uma oportunidade da cidade se promover. “Quem sabe conseguimos vender um pouquinho das nossas atrações (como festival de dança e festas típicas) para os curitibanos já que as cidades ficam tão perto”, destaca Nascimento.

Por isso, nem passa pela cabeça dos joinvilenses que os jogos levem algum risco à Arena devido à imagem deixada pelos invasores na partida contra o Fluminense. “Da nossa parte, não. Até porque os jogos terão segurança pública e segurança privada contratada pelo clube como em qualquer outro jogo”, garante.

Alinhavando detalhes

Assim, o almoço de hoje entre o prefeito de Joinville Carlito Mers, o próprio Nascimento e o presidente Jair Cirino dos Santos deverá só confirmar a intenção de levar os jogos para Santa Catarina. Os detalhes, como custos, não será problema.

“Para abrir o estádio temos custos como o Coritiba tem para abrir o Couto Pereira e é em cima dessa planilha que nós vamos conversar”, finaliza o dirigente joinvilense.

O estádio foi inaugurado em setembro de 2004 e a construção teve inspiração na Arena Amsterdã e também na Arena da Baixada. Uma terceira etapa ainda está prevista para ampliar ainda mais a construção.