O Coritiba chega no Atletiba na condição de um dos piores times visitantes deste Brasileirão. O aproveitamento fora do Couto Pereira é de apenas 25,9%. No entanto, o técnico Marcelo Oliveira minimiza o desempenho, alegando que no Atletiba de hoje o Coxa não pode ser considerado totalmente visitante. “Devemos produzir bem e concretizar [o resultado] porque só dependemos de nós para chegar à Libertadores. Aqui estamos mais em casa e não somos tão visitantes assim, porque vamos jogar em Curitiba”, disse.

Mas se atuar fora pode ser interpretado com um ponto vulnerável do Coritiba, o time tende a compensar essa fragilidade com a experiência que tem de Atletiba. Quatro jogadores disputaram todos os clássicos deste ano: o zagueiro Emerson, o volante Léo Gago, o meio-campo Rafinha e o atacante Marcos Aurélio. Outra boa parte atuou pelo menos uma vez nos confrontos de 2011. Apenas o goleiro Vanderlei e o atacante Everton Costa não tiveram o gostinho de jogar contra o Rubro-Negro nesta temporada.

Nos três Atletibas já disputados este ano, o técnico Marcelo Oliveira utilizou apenas 21 jogadores, considerando quem entrou como titular e no decorrer da partida. Em campo, essa repetição deu resultado. No Paranaense, foram duas vitórias sem contestações. Um 4 x 2 no Couto Pereira e o título com um 3 x 0 na Arena da Baixada. No Brasileiro, no entanto, apesar do melhor futebol, o Rubro-Negro conseguiu segurar o Coxa e conseguiu um 1 x 1 no 1.º turno.

Com esse retrospecto, Marcelo Oliveira nem cogitou um trabalho especial para o confronto. “O trabalho especial é você se preparar, não fugir muito da rotina dos outros jogos, mas saber que é um jogo decisivo, uma oportunidade imensa, que o adversário é poderoso e que temos que ter muita disposição”, avisa, prevendo clima de decisão. “Vamos procurar jogar com muito equilíbrio emocional acima de tudo. Será um grande jogo, mas tem que ter a cabeça no lugar”, finalizou.