Em meio a uma de suas mais tensas crises institucionais na história, o Coritiba entra em campo hoje contra a Ponte Preta, às 19h30, no Couto Pereira. E por mais que uma combinação nada surpreendente de resultados possa tirar a equipe da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o jogo ficou em segundo plano por conta da renúncia do vice Ernesto Pedroso e pela escancarada disputa de poder no Alto da Glória.

O que era implícito explodiu com a saída de Pedroso, que aos poucos foi disparando a metralhadora giratória e criticando quem ficou no G5 alviverde – o presidente Rogério Portugal Bacellar e o vice André Macias. As divergências internas na verdade eram uma disputa aberta de poder que agora parece ter se resolvido com a saída do cartola e a “vitória” da ala jovem do Conselho Deliberativo. Ao lado de Bacellar e Macias já estava Pierre Boulos (substituindo Ricardo Guerra), e é ele quem deve ficar mais próximo do futebol.

Futebol que, depois dos bastidores agitados, volta a ser o assunto no Cori. Após perder pontos preciosos jogando em casa (nas derrotas para Avaí e Flamengo e no empate com o Joinville, três adversários diretos na luta na parte de baixo da tabela), virou obrigação ter o melhor aproveitamento possível no Couto Pereira.

É preciso fazer aquilo que Ney Franco projetou quando foi contratado – recuperar o “fator Couto”. Por enquanto, o aproveitamento alviverde dentro da própria casa é abaixo da crítica. São duas vitórias, um empate e duas derrotas, rendimento de 46,7%, pouco para quem precisa sair das últimas posições.

Para melhorar essa condição, é necessário vencer. E o desafio é grande contra a Ponte – um time que vem de três derrotas nas últimas quatro rodadas, mas que já mostrou capacidade. O Coxa terá que jogar mais do que jogou no Atletiba, contra o Cruzeiro e contra o JEC. E ainda terá que driblar a própria crise para somar três pontos importantíssimos.

Sem muitas opções

Ney Franco não tem muitas opções para mudar o panorama alviverde. A única novidade no grupo que vai enfrentar a Ponte Preta é a volta de Luccas Claro, que cumpriu suspensão contra o Joinville e retorna naturalmente à defesa – ainda mais com a saída de Welinton, negociado com o futebol árabe. Kléber, Rosinei, Carlinhos, Ruy e Cáceres, cinco atletas que estão nos planos do técnico, continuam no departamento médico e desfalcam o Coxa esta noite.

Assim, a tendência (Ney não conversou ontem com os jornalistas) é a manutenção da base que enfrentou o Joinville, apostando que o time poderá repetir a presença ofensiva do primeiro tempo do jogo do último sábado. Com um elenco que ficou enxuto, as melhores peças são as que estarão desde o início da partida.

Wilson segue no gol, com Rodrigo Ramos na lateral-direita e Henrique na esquerda. Luccas Claro terá de novo Leandro Silva ao seu lado na zaga, com Hélder e Lúcio Flávio protegendo a defesa. O posicionamento de Lúcio foi utilizado contra Cruzeiro, Atlético-MG e Joinville e é a principal intervenção de Ney Franco no “novo time” do Coxa.

Turbilhão! Leia mais do Coxa na coluna do Massa!