Se o confronto de amanhã já não seria fácil para o Flamengo, porque o Coritiba ainda tem um restinho de esperança de disputar a Libertadores e quer devolver a derrota do primeiro turno, agora é que vai ser difícil mesmo.

Tudo porque o goleiro Bruno tratou de colocar lenha na fogueira. Segundo o arqueiro rubro-negro, se não der para vencer na técnica tem que ser na “porrada”. Era o que faltava para o Alviverde tornar a partida uma decisão, depois da ducha de água fria que foi o empate contra o Goiás.

Para a turma do Coxa, cada um fala o que quer, mas a resposta será dada amanhã, às 20h30, no gramado do Maracanã. E terá que ser dada mesmo, porque o arqueiro flamenguista não mediu as palavras.

“Se não pudermos ganhar na técnica, que seja na porrada. Daqui para a frente, é final de campeonato. É um time engolindo o outro”, disparou Bruno. E aí, Maurício, o que você acha? “Falar todo mundo fala, mas a gente tem que estar focado e bem concentrado para esse jogo, que vai ter uma pegada maior porque o nosso forte é a marcação. Temos que aprimorar isso e chegar lá e jogar de igual para igual”, respondeu Maurício, zagueiro e capitão da equipe, ontem, após o treinamento no CT da Graciosa.

E se eles vierem na porrada? “Aí é dentro de campo, é com nós mesmos (sic). Somos homens e se eles vão bater a gente também vai bater”, rebateu o defensor. Já o técnico Dorival Júnior prefere manter a serenidade, mas mantém a busca por uma melhor colocação do time na competição.

“Encaro com tranqüilidade, porque o Coritiba tem que ter consciência da sua capacidade, acreditando sempre na possibilidade real de vitória. Estamos indo com espírito de lutar até o último instante”, avisou o treinador.

E essa luta, pelo jeito, não vai ser influenciada pela presença da massa flamenguista. “O nosso time gosta de jogar com a torcida, a favor ou contra. Então a gente tem que ir preparado e bem concentrado para fazer um grande jogo”, garantiu Maurício.

E como ele é o capitão da equipe, terá um papel fundamental junto à arbitragem de Carlos Eugênio Simon (Fifa/RS) para tentar evitar a violência do adversário. “Temos que conversar bastante com ele. Isso é o mais importante, porque quem está dentro de campo tem que chegar e conversar com ele. O árbitro tem que tomar uma atitude e não nós”, finaliza o zagueiro.