O clássico Atletiba de domingo promete ser encarado como uma verdadeira prova de fogo para o time alternativo do Coritiba. É que muito além de se tratar da maior rivalidade do Estado, a partida será a derradeira chance dos jovens jogadores mostrarem serviço, e provarem que têm condições de compor o elenco principal alviverde para o restante da temporada.

No saldo de quatro dos cinco jogos que o grupo alternativo, dentro do planejamento traçado pela diretoria, realizará antes da estreia dos titulares, programada para a 6.ª rodada contra o Rio Branco, o rendimento da equipe em linhas gerais deixa a desejar. Com o empate por 1 x 1 contra o Cianorte, sábado passado e em pleno Couto Pereira, o Alviverde acumula dois empates, uma derrota e uma vitória – 41,6% de aproveitamento.

Após a partida, o técnico Zé Carlos expôs sua frustração com a irregularidade de seus comandados. ‘A gente precisa refletir, trabalhar. Não adianta ficar falando que o grupo é jovem, mas com pouca idade às vezes eles (jogadores) tomam atitudes antecipadas e que acabam nos prejudicando dentro de campo. Nos precipitamos e quase saímos com a derrota do jogo’, desabafou.

Mesmo com total respaldo por parte da diretoria e comissão técnica, a atual 6.ª colocação da equipe com cinco pontos, e cinco pontos a menos que o líder Maringá, reflete o baixo desempenho no início do Paranaense. Se coletivamente o time pena para emplacar, individualmente poucos jogadores obtiveram destaque suficiente para pleitear uma seqüência no elenco profissional. Um dos únicos é o goleiro William Menezes, que pela segurança transmitida na meta alviverde está credenciado a ser a sombra do titular Vanderlei.

De acordo com o jogador, a responsabilidade de vestir a camisa alviverde não está pesando. No entanto, o grupo sabe que uma vitória sobre o time sub-23 do arquirrival, fora de casa, pode ser determinante para uma futura promoção. ‘A camisa não está pesando, é mais o entrosamento. Apesar de jovens, são jogadores experientes que já jogaram no profissional. Temos uma semana boa de trabalho para acertar os pontos negativos contra o Atlético, e vencer o clássico’, disse.

O técnico Zé Carlos reconhece que o não aproveitamento de 100% da base alternativa faz parte do processo natural de formação dos atletas, mas confia que alguns de seus pupilos – a maioria absoluta dos jogadores passou pelas mãos do treinador nas categorias de base do clube- possam ser aproveitados. ‘Tivemos coisas boas nesse caminho. É lógico que eles ainda vão sentir (a pressão), dificilmente eles tem jogado dentro do Couto Pereira. Trabalhei muito tempo na base do Coritiba e a gente sabe que o trabalho é transformar esses meninos em jogadores. E pra virar jogadores tem que jogar, e eles estão tendo essa oportunidade. Agora, nem todos vão ter essa felicidade de estar chegando, mas já tivemos algumas surpresas boas e a gente pode contar com muitos jogadores nesse time titular do Dado’, finaliza o treinador.