Com calma

Carpegiani elogia o time, mas pede pés no chão

Carpegiani não gostou da atuação do Coritiba no primeiro tempo, mas viu evolução na etapa final. Foto: Lineu Filho

A vitória por 3×1 diante da Ponte Preta, domingo (7), dentro do Couto Pereira, não ilude o técnico Paulo César Carpegiani, que reestreou no comando do Verdão depois de pouco mais de 20 anos após a sua última passagem pelo clube. Fora da zona de rebaixamento do Brasileirão, o treinador admitiu que tem muito trabalho pela frente e que a equipe precisa ser reforçada para a sequência da competição.

“Tiramos um bom peso e no futebol você vive de resultados. Em cima do resultado a gente dá prosseguimento ao trabalho, não em cima de derrota, de pressão, da torcida que cobra, de vocês da imprensa que cobram e querem ver o Coritiba forte. Sabemos da nossa responsabilidade. Temos condições e a necessidade de dar uma reforçada, pois é um campeonato muito difícil. Tem bastante trabalho sim pela frente, não fiquei satisfeito com o primeiro tempo, mas fomos melhores no segundo. Então, esperamos no próximo jogo apresentar um futebol melhor e que possa agradar a torcida”, apontou ele.

Carpegiani ressaltou ainda que as entradas do meia Juan e do atacante Neto Berola deram um novo ritmo ao time coxa-branca no segundo tempo para, sobretudo, conseguir colocar a bola no chão e melhorar seu poder de criação.

“A bola parecia que tinha 50 quilos no primeiro tempo. Não estávamos colocando a bola no chão. Acordei hoje de manhã com o Juan na cabeça, mas ele estava alguns dias parado e está voltando. O primeiro tempo foi sofrível e no segundo tempo começamos a colocar a bola mais no chão. Não íamos ganhar o jogo se não colocássemos a bola no chão. A entrada do Juan serviu para isso, depois fizemos 2×1, colocamos mais a bola no chão e, depois do terceiro gol, o time se soltou mais. É o início de um trabalho e temos muita coisa a desenvolver”, concluiu o comandante alviverde.

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