Acostumado a contar com “gringos” em seu elenco, o Coritiba já se acostumou com o processo para regularizar o visto de trabalho de reforços que vêm do exterior. Isto porque, diferente do que acontece com os atletas brasileiros, jogadores nascidos em outros países precisam passar por um processo um pouco mais complexo para atuar nos gramados nacionais. No ano passado, por conta da demora na emissão do visto de trabalho, o zagueiro paraguaio Nery Bareiro não conseguiu ser inscrito a tempo hábil no Paranaense. O meia venezuelano César González, contratado mais adiante, também levou algum tempo para ser autorizado a trabalhar no país. Hoje, o Alviverde aguarda a liberação do visto do atacante colombiano Yilmar Filigrana, que está no Brasil desde o dia 4 de janeiro.

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De acordo com o agente administrativo da Superintendência Regional do Trabalho e do Emprego, Marcelo Moura, o processo de concessão de visto de trabalho para atletas profissionais se tornou mais ágil com a publicação da resolução normativa nº 121, de 8 de março de 2016.

“A resolução orienta que o processo todo não dure mais de 30 dias, justamente pelo entendimento do Ministério do Trabalho de que os clubes têm prazos para inscrever os atletas”, disse ele. No caso específico do Campeonato Paranaense, a data limite para fazer a inscrição é a nona rodada, marcada para o dia 22 de março.

Moura explica que o processo que permite que um atleta estrangeiro atue no Brasil é praticamente todo feito de forma online, a partir da reunião de documentos, que são encaminhados à coordenação de imigração do Ministério de Trabalho. “Cabe à coordenação emitir uma autorização para a concessão do visto”, explica.

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A autorização, por sua vez, é encaminhada ao Ministério das Relações Exteriores, que gera o visto. “O visto deve ser retirado pessoalmente em uma repartição consular brasileira, que fica no exterior. Em geral, os vistos paranaenses são retirados em Ciudad del Este, que é a cidade mais próxima”, disse.

Já de posse do visto é feito o Rgistro Nacional de Estrangeiro na Polícia Federal, o que possibilita a emissão da carteira de trabalho. “Todos os cuidados são tomados para garantir os direitos do trabalhador também ao estrangeiro”, completou. O controle do número de estrangeiros atuando no país também é importante para o Ministério do Trabalho.

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Como apenas a etapa de emissão da carteira de trabalho é feita na Superintendência em Curitiba, Moura não soube precisar em que pé está a situação de Filigrana. “Às vezes o processo demora por falta de documentação ou alguma falha no cumprimento de um contrato anterior. Ou ainda devido à época de solicitação, já que no início do ano há recesso e férias de muitos funcionários. Mas cada caso é um caso”, disse.

Escalação

A diretoria jurídica do clube, por meio da assessoria de imprensa, disse que o processo está andando e logo o jogador deve estar regularizado em breve. Vale lembrar que Filligrana caiu nas graças do técnico Paulo César Carpegiani e é um importante reforço da linha ofensiva alviverde.

Se for regularizado a tempo, o colombiano pode, inclusive, ser titular do Coritiba na estreia no Campeonato Parananese, domingo, diante do Cianorte. Os atacantes Neto Berola e Rildo ainda não estão nas condições físicas ideais, enquanto Kléber terá que cumprir suspensão nesta primeira rodada, abrindo ainda mais espaço para Filigrana.

Porém, caso o jogador não tenha a documentação regularizada, o treinador terá que recorrer a outras peças para formar o ataque alviverde no primeiro compromiso do ano.