Foto: Valquir Aureliano/Tribuna
Luciano Santos diz que o time não terá facilidades em Brasília.

O Coritiba conta com uma nova arma para vencer o Brasiliense amanhã. Pela primeira vez no ano, o Coxa entrará em campo com a mesma equipe em duas partidas consecutivas e o entrosamento já começa a ser apontado como um dos trunfos do time alviverde.

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A mesma formação que começou a partida contra a Portuguesa, no último sábado, foi confirmada ontem, pelo técnico Estevam Soares. Kléber; Andrezinho, Henrique, Marcelo Batatais e Ricardinho; Márcio Egídio, Luciano Santos, Jackson e Caio; Fábio Pinto e Alberto têm agora a missão de conquistar a segunda vitória seguida na Série B do Campeonato Brasileiro e manter o Cori entre os quatro primeiros na classificação.

Contra a Lusa, as entradas de Anderson Gomes e Eanes no segundo tempo foram fundamentais para a vitória alviverde por 3 a 0. Mas mesmo assim, Estevam Soares não abre mão de repetir a equipe titular. ?Esse time teve um bom desempenho contra a Portuguesa e a idéia não poderia ser outra a não ser mantê-lo. Os atletas já estão se conhecendo melhor e isso será mais um fator a nosso favor?, afirma o treinador.

A vantagem se destaca ainda mais diante do adversário de amanhã. Ao contrário do Coxa, o time de Brasília teve que enfrentar uma semana conturbada. A péssima campanha do clube, que tem apenas um ponto ganho e está na zona de rebaixamento, resultou na dispensa de quatro jogadores. Para piorar ainda mais o ambiente na Boca do Jacaré, o ex-senador Luiz Estevão, dono do clube candango, foi condenado a 31 anos de prisão, por envolvimento no desvio de R$ 169,5 milhões da obra do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo.

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Assim, a equipe que vai enfrentar o Cori estará reunida em campo pela primeira vez. O volante Bruno Soares, contratado na semana passada, estréia. Outro reforço é o atacante Renaldo, ex-Coritiba, Paraná e Atlético, que terá que esperar, pois não tem condições físicas de atuar. ?Mesmo eles vivendo um momento difícil, não vamos encontrar facilidade. Mas temos que sair com o pensamento positivo, de buscar a vitória e não deixar ninguém abrir vantagem sobre a gente?, diz o volante Luciano Santos.

Rotina de Keirrison é muita fisioterapia e um cineminha

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Parado à beira do gramado, junto à trave. O olhar fixo na bola, acompanhando o treino dos colegas. A cena não deixa dúvidas: Keirrison não vê a hora de voltar a calçar as chuteiras, vestir a camisa 9 do Coritiba e marcar os gols que o transformaram, aos 17 anos, numa das maiores apostas da torcida coxa-branca.

Mas o joelho direito, operado há cerca de 60 dias, ainda não permite ao jovem artilheiro fazer aquilo que mais gosta. Desde o dia 12 de fevereiro, quando rompeu o ligamento cruzado em uma dividida com um zagueiro do Paranavaí, Keirrison foi obrigado a trocar os jogos e treinamentos pela cansativa rotina de exames e fisioterapia.

O retorno aos gramados ainda vai demorar. Até outubro, o atacante revelado na disputa da última Copa São Paulo de Juniores vai ter que continuar se dedicando aos exercícios. E sofrendo na torcida pelo time que tão cedo o transformou em uma grande promessa do futebol brasileiro.

Paraná-Online: Depois de 60 dias da cirurgia, como está a sua recuperação?
Keirrison: Estou muito bem. Há quase um mês, comecei a fazer exercícios na academia e na piscina. Por enquanto, continuo com esse trabalho leve de musculação. Logo já vou poder fazer movimentos com o joelho.

Paraná-Online: Como é a sensação de acompanhar o trabalho dos companheiros e ter que ficar de fora?
Keirrison: Dá aquela ansiedade muito grande de voltar. A vontade é de entrar em campo e jogar junto. Mas tem que ter paciência. Como a contusão foi no joelho, é importante não ter pressa e voltar totalmente recuperado.

Paraná-Online: E quando a torcida vai poder te ver novamente em campo?
Keirrison: A previsão é que eu volte em setembro ou outubro. Estou me esforçando para estar totalmente pronto até lá. Ainda quero ajudar o Coxa a voltar para a primeira divisão.

Paraná-Online: Enquanto isso, como tem sido o seu dia a dia?
Keirrison: De manhã e à tarde, faço fisioterapia no CT, de segunda a sábado. No domingo, tento quebrar um pouco a rotina, indo ao shopping e ao cinema. Mas nada muito agitado, para não forçar o joelho.

Paraná-Online: E os jogos do Coxa, você tem assistido?
Keirrison: Assisto a todos, no Couto Pereira e na televisão, quando é fora.

Paraná-Online: E você gosta de ficar como torcedor, ou é muito sofrimento?
Keirrison: Bota sofrimento nisso. Torcer é muito complicado. Prefiro participar dentro de campo, mesmo.