Adriano, a nova promessa do Alviverde.

Depois de tantos problemas com lesões, a sexta do Coritiba foi de boas notícias. Apesar da ausência confirmada de Sérgio Manoel, o técnico Paulo Bonamigo conseguiu realizar um coletivo com as presenças de Lúcio Flávio e Da Silva, que recuperaram-se de lesões. E como ambos trabalharam normalmente, a equipe está praticamente definida – Bonamigo só vai oficializar a formação amanhã, pouco antes da partida contra o Vitória, às 16h, no Couto Pereira. Mas o time deve ser o que treinou ontem, com a participação de Tcheco entre os titulares.

Parecia que a tarde de ontem seria tão desanimadora para o treinador quanto a de quinta. Antes mesmo do treino, o médico Walmir Sampaio vetou Sérgio Manoel, que sofre com os problemas no pé direito. “Ele está com o local dolorido e seria errado de nossa parte liberá-lo”, disse. Sérgio, resignado, acatou o veredito. “Eu fiquei quase vinte dias com esse problema, e foi uma pena o que aconteceu”, afirmou.

Mas depois os bons ventos trouxeram as notícias positivas. Primeiro, foi Da Silva, ainda sentindo o incômodo do pé direito inflamado. “Foi muito chato ficar de fora dos últimos treinos por causa de um problema tão banal”, disse o atacante, que chegou a temer pela ausência no jogo. “Seria muito ruim ficar de fora logo da estréia. Ainda bem que eu me recuperei a tempo”, suspirou aliviado.

E, para completar, veio Lúcio Flávio. Confessando estar com dores, o meio-campista partiu para o treino receoso, e dizendo que não jogaria no sacrifício. “Só vou jogar se eu estiver bem. É melhor ficar fora de um jogo do que perder três ou quatro partidas depois”, garantiu. Mas tanto ele quanto Da Silva nada sentiram durante o coletivo e devem enfrentar o Vitória.

?Devem? porque Bonamigo ainda não oficializou a equipe, e não o fará até pouco antes da partida. “Ainda tenho essas dúvidas. Preciso saber como eles estarão até o domingo”, afirmou o treinador coxa. Mas a equipe não deverá ter nenhuma novidade em relação à equipe que trabalhou esta tarde – Fernando; Reginaldo Araújo, Picolli, Edinho Baiano e Adriano; Reginaldo Nascimento, Roberto Brum, Tcheco e Lúcio Flávio; Da Silva e Genílson.

Sem favores, um salto para os profissionais

Mais que qualquer um, ele representa a renovação no Coritiba de hoje. E não aquela renovação obrigatória, mas a que vem pelo mérito das atuações. Muito elogiado nos últimos dias, o lateral-esquerdo Adriano ganhou uma vaga no time titular – justo na posição do até então `intocável’ Sérgio Manoel, e é a principal arma ofensiva do Cori pelo lado do campo. Aos dezessete anos, Adriano transforma em realidade o sonho de muitos jovens de sua idade.

E você pode imaginar o que é para um jogador estar um dia entre os juvenis e no dia seguinte ser chamado para os profissionais – um salto na carreira, eliminando a passagem pelo time júnior. E imagine mais: aos poucos, aquele garoto consegue ganhar a confiança do treinador, atua bem nos amistosos e chega às vésperas da estréia da sua equipe no campeonato brasileiro como titular absoluto. Legal, não?

Pois é. Adriano vive essa experiência, hoje única no elenco alviverde. Quando perguntado sobre a possibilidade de escalar Sérgio Manoel no domingo, Paulo Bonamigo não titubeia para responder. “Pode ser. Mas eu não tiro o Adriano do time”, diz o técnico alviverde, que depois completa. “Eu não preciso falar sobre ele. O Adriano dispensa elogios. Mesmo não sendo tão acionado contra o Joinville, ele foi o melhor em campo”.

Para Adriano, é a realização de um desejo de muitos anos – na verdade, nem tantos assim. Ele foi descoberto em uma `peneira’ em 99 (quando tinha 14 anos), treinando apenas 15 minutos. As passagens nas equipes infantil e juvenil apenas confirmaram a qualidade do lateral, que foi observado pela comissão técnica no primeiro semestre e logo foi chamado para os profissionais.

E agora ele é titular, ao lado de dois zagueiros experientes – Picolli e Edinho Baiano, este com o dobro de sua idade. E é justamente neles que Adriano se apóia, buscando conselhos tão necessários para um jovem. “Eles me ajudam sempre que eu preciso. A orientação deles é fundamental”, diz o lateral, que está pronto para seu primeiro jogo oficial como titular do Cori. “O Bonamigo sabia que poderia contar comigo, e eu agora vou agarrar essa chance com unhas e dentes”, finaliza. (CT)