Souza e Willians treinaram
duro na tarde chuvosa de ontem,
preparando-se para pegar o São
Caetano. Time terá 4 paulistas pela frente.

São 21 pontos em disputa. Não são sete jogos, e sim a série de quatro partidas do Coritiba contra os times paulistas, que começa amanhã contra o São Caetano, às 20h30, no Anacleto Campanella.

Dos quatro adversários, três (Azulão, Santos e São Paulo) são rivais diretos, enquanto o Corinthians pode se tornar um deles se recuperar-se no campeonato brasileiro. Apesar de ninguém dizer isso, sabe-se que um bom rendimento nesses jogos pode garantir a vaga coxa na Libertadores.

Os jogadores e o técnico Paulo Bonamigo afirmam que não se pode pensar em fechar a classificação com antecedência. “Não temos que pensar em quatro jogos, e sim em nove jogos”, diz Bonamigo. “Cada jogo tem que ser encarado na sua hora. O primeiro é o São Caetano”, completa o meia Alexandre Fávaro.

Só que se sabe que as partidas valem muito, principalmente a primeira, contra um adversário em franca evolução. “Para vencer, precisamos ter a ousadia que sempre tivemos jogando fora de casa”, afirma Bonamigo.

Para isso, ele tenta criar um “fato novo” com a mudança no ataque. Lima, depois de más atuações, perde a posição. “É hora dele treinar mais, voltar a jogar o que ele sabe. E nós vamos precisar dele”, garante o treinador. O substituto ainda não foi definido – Bonamigo estuda a entrada de Djames, e ainda espera o julgamento de Edu Sales. O atacante está na pauta da Comissão Disciplinar do STJD pela expulsão no jogo contra o Guarani, e como é reincidente as possibilidades de suspensão são grandes.

Uma terceira opção seria a manutenção de Edinho Baiano, já que o zagueiro perde a vaga no time titular com o retorno de Odvan (além dele, Adriano e Nascimento voltam). Mas essa, segundo o próprio técnico, seria uma formação mais defensiva, o que não é o pensamento dele para o jogo. “Nós temos que jogar pela vitória. Se eu pensar no empate e jogar defensivamente, vou ter dificuldades”, reconhece Bonamigo.

A Libertadores cada vez mais próxima

Faltou apenas um gol para o Coritiba ter a rodada perfeita. E não era de Marcel ou de Danilo, mas sim do Atlético, que quase complicou a vida do Santos no domingo. Mesmo assim, os resultados do final de semana colocam o Coxa muito perto da Taça Libertadores da América, com boa vantagem para os rivais diretos na disputa por uma das quatro vagas.

Os jogos de sábado já davam a impressão que a rodada seria gloriosa para o Coritiba. A derrota do São Paulo e o empate do Atlético, somados à vitória sobre o Bahia, fizeram a equipe abrir quatro pontos de frente para os dois times que estão imediatamente atrás na tábua de classificação do campeonato brasileiro. Domingo, o Internacional foi goleado pelo Paraná e o São Caetano ficou no empate com o Vitória.

Com isso, apesar de se manter na terceira posição, o Cori tem confortável vantagem para os adversários – o Azulão, que é o sexto colocado, tem seis pontos a menos. Tal diferença faz as probabilidades de chegar à Libertadores dispararem. Segundo o matemático gaúcho Tristão Garcia, as chances são de 90%; e segundo o sítio Chance de Gol (administrado por estatísticos da USP), de 91,7%. “É um dado significativo”, confirma Garcia.

Essa alta “cotação” tem íntima ligação com a melhora do rendimento alviverde jogando no Couto Pereira. O “pacto” está dando certo, e no segundo turno o Coxa conseguiu sete vitórias e um empate em oito jogos. O rendimento da equipe em casa subiu para 71,67%, melhor que São Paulo e Atlético-MG, equivalente ao de Santos, Inter e Criciúma, e inferior apenas ao aproveitamento de Cruzeiro e Guarani.

Neste contexto, pode-se dizer que com quatro vitórias o Coritiba estará no mais importante torneio interclubes do continente. Mesmo assim, a comissão técnica e os jogadores preferem não fazer contas. “Nós temos que pensar jogo a jogo. Foi assim que conseguimos chegar onde chegamos”, diz o meia Jackson. “Não vamos falar em 75, em 78 ou em 80 pontos. O mais importante é fazermos nossa parte, pois aí atingiremos nossos objetivos”, finaliza o técnico Paulo Bonamigo.

Vaga pode vir no confronto com paulistas

Cristian Toledo

Vai começar o segundo “Paulistão” da temporada. O Coritiba encara agora uma série de quatro partidas contra times paulistas, começando contra o São Caetano, às 20h30, no Anacleto Campanella. Dos quatro adversários, três (Azulão, Santos e São Paulo) são rivais diretos, enquanto o Corinthians pode se tornar um deles se recuperar-se no campeonato brasileiro. Apesar de ninguém dizer isso, sabe-se que um bom rendimento nesses jogos pode garantir a vaga coxa na Libertadores.

Os jogadores e o técnico Paulo Bonamigo afirmam que não se pode pensar em fechar a classificação com antecedência. “No primeiro turno, nós ganhamos duas e perdemos duas para esses times. Sabemos que não vai ser fácil”, diz o volante Reginaldo Nascimento. “Não temos que pensar em quatro jogos, e sim em nove jogos”, diz Bonamigo. “Cada jogo tem que ser encarado na sua hora. O primeiro é o São Caetano”, completa o meia Alexandre Fávaro.

Só que se sabe que as partidas valem muito, principalmente a primeira, contra um adversário em franca evolução. “O São Caetano teve dificuldades, mas agora o Tite acertou o time e está conseguindo resultados. Não é à toa que o time tem a defesa menos vazada do brasileiro”, diz Nascimento. “Para vencer, precisamos ter a ousadia que sempre tivemos jogando fora de casa”, afirma Bonamigo.

Para isso, ele tenta criar um ?fato novo? com a mudança no ataque. Lima, depois de más atuações, perde a posição. “É hora de ele treinar mais, voltar a jogar o que ele sabe. E nós vamos precisar dele”, garante o treinador. O substituto ainda não foi definido – Bonamigo estuda a entrada de Djames, e ainda espera o julgamento de Edu Sales. O atacante está na pauta da Comissão Disciplinar do STJD pela expulsão no jogo contra o Guarani, e como é reincidente as possibilidades de suspensão são grandes.

Uma terceira opção seria a manutenção de Edinho Baiano, já que o zagueiro perde a vaga no time titular com o retorno de Odvan (além dele, Adriano e Nascimento voltam). Mas essa, segundo o próprio técnico, seria uma formação mais defensiva, o que não é o pensamento dele para o jogo. “Nós temos que jogar pela vitória. Se eu pensar no empate e jogar defensivamente, vou ter dificuldades”, reconhece Bonamigo.

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