Nas mãos dos goleiros Fernando e Marcos está a esperança das equipes não sofrerem
gol para os ataques resolverem a situação.

Os destinos são diferentes, mas a importância é a mesma. Coritiba e Paraná entram em campo amanhã, às 16h, no Alto da Glória, necessitando de uma vitória para catapultar seus desejos neste final de campeonato brasileiro. Do lado coxa, é a hora de arrancar para a classificação; do lado tricolor, são três pontos que praticamente tiram a equipe do rebaixamento. Com esses ingredientes, o clássico torna-se o mais importante entre as duas equipes em um campeonato nacional.

Os jogos que podem se aproximar em importância são os realizados na série B, em 1991. Coritiba e Paraná se enfrentaram pelas quartas-de-final da competição, e naquela oportunidade a vantagem foi alviverde, que se classificou com uma goleada de 4 a 0, numa tarde histórica de Pachequinho, que marcou até gol olímpico. Depois, o Coxa foi eliminado pelo Guarani nas semifinais.

Quando os dois times voltaram a se encontrar em campeonatos de primeira divisão, os objetivos eram quase sempre modestos. E quando uma equipe tinha planos mais ousados (como o Coritiba, em 98), o outro estava na zona intermediária. Por isso, as partidas sempre tinham como mote maior a rivalidade, ao contrário desta, que é fundamental para a posição que ambas as equipes desejam no Brasileiro.

Para o Coritiba, é o agora ou nunca. Depois de perder um jogo de ‘seis pontos’ para o Atlético-MG, a equipe de Paulo Bonamigo não pode mais perder na competição. Se o número mágico para a classificação é de 40 pontos, a obrigação coxa é marcar mais sete pontos em três jogos (além do Tricolor, Figueirense e Gama). E o objetivo é conseguir duas vitórias em casa, o que deixaria o Cori muito próximo da segunda fase. E ainda há o fator moral – muitos coxas estão com a goleada de 6 a 1 imposta pelo adversário na Copa Sul-Minas na garganta, e querem revanche.

Já para o Paraná a vitória é praticamente o passaporte para a primeira divisão do ano que vem. O triunfo sobre o Botafogo facilitou o caminho da equipe, que subiu para a 18.ª posição, agora com 26 pontos. Tendo oito vitórias, o Tricolor acredita que foge do fantasma do rebaixamento com 29 pontos – e, para isso, falta `apenas’ uma vitória nas três partidas que restam (Cori, Grêmio e Figueirense).

Os dois times chegam ao clássico com quase todos os jogadores à disposição de Paulo Bonamigo e Caio Júnior. A única dúvida é Edinho Baiano, que ainda está em tratamento médico. De resto, todas as estrelas da dupla Paratiba vão estar no gramado do Couto Pereira – no dono da casa, Fernando, Reginaldo Nascimento, Tcheco e Lúcio Flávio; no visitante, Marcos, Emerson, Márcio e Maurílio.

É o que faz a expectativa aumentar. No ano passado, os times fizeram partidas espetaculares, como as válidas pela semifinal do campeonato paranaense. Este ano, a goleada tricolor mudou o rumo do Coritiba: ali caiu Joel Santana e seu método, e assumiu justamente o então técnico paranista Paulo Bonamigo. E é nele que a torcida coxa confia para levar a equipe a uma vitória e a recuperação no Brasileiro. Mas do outro lado estarão os comandados de Caio Júnior para conseguir mais três pontos importantíssimos. Prepare-se: vem aí mais um clássico sensacional.