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Coritiba demite Estevam e acerta com Bonamigo

  • Por Cahuê Miranda

Foto: Lucimar do Carmo/Tribuna

Paulo Bonamigo volta ao Coxa, onde trabalhou em 2002 e 2003.

O Coritiba começou a semana com um novo treinador. Paulo Bonamigo é o substituto de Estevam Soares, que não resistiu à pressão após o empate em 1 a 1 com o Sport, no sábado. Bonamigo já começa a trabalhar hoje no CT da Graciosa, quando o elenco coxa-branca treina em dois períodos.

A segunda-feira foi movimentada nos bastidores do Alto da Glória. No início da tarde, toda a diretoria alviverde se reuniu para um almoço em uma churrascaria de Curitiba. No encontro, ficou definida a demissão de Estevam Soares. Ele já vinha sendo contestado entre membros da cúpula coritibana desde a goleada de 4 a 1 para o Brasiliense, na rodada anterior. O empate com o Sport, mesmo com o Coxa jogando com dois homens a mais por mais de 60 minutos, deixou sua situação insustentável.

A troca de treinador também é a maneira encontrada pela direção coxa-branca para dar uma resposta à torcida. No sábado, torcedores chegaram a cercar o camarote do presidente Giovani Gionédis, que precisou da ajuda da polícia para deixar o Couto Pereira.

As declarações de Estevam após o jogo também foram decisivas para sua saída. ?Faltou inteligência para minha equipe. Estou envergonhado?, disparou o treinador. A crítica teria desagradado aos jogadores e soou como mais uma desculpa por um mau resultado. Depois da partida contra o Brasiliense, Estevam colocou a culpa pela goleada na longa viagem até o Distrito Federal.

Desde esse dia, a imprensa especulava que Bonamigo já estaria ?avisado? pela diretoria e poderia assumir a qualquer momento, em caso de um novo fracasso do Coritiba em campo. Bonamigo tem a seu favor a boa passagem pelo clube em 2002 e 2003, que culminou com a classificação do Coxa para a Libertadores (veja matéria abaixo). A última equipe de Bona foi o Marítimo, de Portugal.

O primeiro desafio dele será resolver uma pequena rusga interna. O atual coordenador de futebol do Coxa, Capitão Hidalgo, na época cronista esportivo, era um dos principais críticos de seu trabalho anterior no Alto da Glória. Ontem, Hidalgo não comentou a contratação.

Um histórico muito bom

Cristian Toledo

Paulo Afonso Bonamigo assumiu o Coritiba em 18 de abril de 2002, um dia depois de deixar o Paraná entre os oito melhores da Copa do Brasil naquele ano (o tricolor foi eliminado pelo Corinthians, de Carlos Alberto Parreira). Contratado como ‘esperança’ de recuperação alviverde, ele teve diversos percalços, mas conseguiu atingir seus objetivos e é considerado pelos torcedores o melhor técnico que passou pelo Alto da Glória nos últimos anos.

O principal diferencial da ‘era Bonamigo’ foi a força da comissão técnica. Ele, seus auxiliares (Alciney de Miranda, Hércules Venzon e Édson Gonzaga), o preparador físico Róbson Gomes e o treinador de goleiros Cassius Hartmann formaram um grupo tão unido que acabou saindo em bloco no final de 2003, quando o técnico foi contratado pelo Atlético-MG.

Antes disso, Bonamigo teve que encarar a frustração do campeonato brasileiro de 2002. O Coritiba chegou a liderar a competição e teve chances claras de ficar entre os oito classificados, mas derrotas para Figueirense e Gama tiraram a equipe da competição. Ao contrário do que geralmente acontece, o presidente Giovani Gionédis manteve o técnico, que foi um dos protagonistas da histórica temporada 2003.

Para começar, a reconquista da hegemonia estadual. O Cori foi campeão paranaense de forma invicta, com um elenco formado à ‘imagem e semelhança’ de Paulo Bonamigo. No Brasileiro, manteve sempre o time entre os primeiros – e o Coxa terminou o campeonato em quinto lugar, conseguindo a vaga para a Copa Libertadores. E é esta boa memória que o treinador tentará resgatar nesta sua segunda passagem pelo Alto da Glória.

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