Pepo quer encerra a semana especial premiado
com uma vitória contra o Palmeiras.

O time está pronto. Como trabalhou na quarta, Antônio Lopes treinou ontem, e definiu o Coritiba que enfrenta o Palmeiras amanhã, às 18h, no Palestra Itália.

O jogo marca a nova chance alviverde de se recuperar no campeonato brasileiro. O time segue sem vencer (já são seis partidas, e mais de um mês sem vitórias), e precisa se aproximar dos primeiros colocados. E, para isso, conta com uma equipe compacta, e principalmente solidária. E instaura a “república dos volantes”.

A formação com três volantes é decisiva nesse planejamento. “Nós precisamos nos entregar ao máximo, e todo mundo vai ter que ajudar os companheiros dentro de campo”, resume Antônio Lopes. O treinador comandou um trabalho tático na manhã de ontem, e definiu o time com Cacique, Pepo e Ataliba nas três primeiras posições do meio-campo. No final das contas, são cinco volantes no time. Além dos citados, Luís Carlos Capixaba é jogador de contenção em sua origem, e Reginaldo Nascimento era titular do meio nos últimos três anos.

E qual é a principal virtude de um volante? O fôlego, a entrega em todo o jogo. “O nosso segredo tem que ser buscar o resultado sempre, e eu tenho certeza que todos vão pensar nisso”, resume Capixaba, que terá funções muito mais ofensivas amanhã. “Não vamos ficar pensando apenas em defender, mas sim em trazer um resultado positivo. Precisamos vencer para recuperar os pontos que perdemos em casa”, completa Ataliba.

A idéia é a constante movimentação e, por conseqüência, a chegada dos volantes no ataque. “Pelo que treinamos, nós temos que revezar os avanços. Eu e o Ataliba ficamos mais à direita”, conta Cacique, que será titular pela primeira vez no time profissional do Coritiba. “Eu não posso perder a força ofensiva, e para isso teremos que ter a chegada de todos. E o bom é que temos o Capixaba se aproximando, o Cacique e o Ataliba mais à frente e os laterais também apoiando”, explica Antônio Lopes.

Mas, claramente, a importância da marcação é clara. “Nós temos que ter toda a atenção do mundo”, ressalta Ataliba, que não esconde o jogador palmeirense que mais preocupa. “Precisamos ficar atentos ao Vagner Love”, afirma o volante, que não quis abrir o jogo quanto à marcação individual que poderá ser feita no atacante paulista, recém-contratado pelo CSKA, da Rússia.

Só que, ao mesmo tempo, o Cori promete não dispensar suas armas. “A preocupação que existe na marcação é normal, porque não podemos pensar só em atacar. Mas vamos para cima do Palmeiras, sabemos da nossa capacidade e do quanto podemos fazer para conseguir essa vitória”, resume o atacante Luís Mário.

Pepo: em uma semana, titular e pai

Pepo é uma das novidades do Coritiba para a partida contra o Palmeiras. Ele, que ficou notório por entrar em partidas decisivas, vive uma semana que dificilmente vai esquecer.

Sábado, ele ganhou o primeiro filho, que tem o mesmo nome dele (Ivo Ricardo, que já ganhou o apelido de Pepinho), e agora tem uma chance de ouro para se firmar na equipe. Para coroar os sete dias mais emocionantes de sua vida, falta apenas a vitória sobre o Verdão do Parque Antártica.

Pepo é pai de primeira viagem. Mas Ivo Júnior, ou Pepinho, não dá tanto trabalho. “Ele está sendo legal, porque eu estou conseguindo dormir bastante. Assim, não fico tão cansado para os treinos”, brinca o volante, que não é o único jogador da casa. Fabiana, a esposa, jogou no Paraná Clube. “A tendência é ele enveredar no futebol, mas espero que ele escolha a melhor carreira”, afirma.

O apelido que o filho “herdou” vem dos tempos de criança. “Não tem muita explicação, mas posso dizer que é uma coisa carinhosa, que vem da minha família”, conta. O fato de Ivo Júnior já virar Pepinho é, para o volante, natural. “Ele, de qualquer jeito, ia virar Pepinho. Então decidimos colocar o mesmo nome que eu”, resume.

Ivo, por sinal, é um nome entranhado em sua vida. É o nome de Pepo, do filho e do técnico que o lançou no time profissional, Ivo Wortmann. “É uma coincidência interessante. Mas o Pepinho tem o nome por causa do pai”, apressa-se em explicar o volante, que convocou Ataliba para ser o padrinho. “Eu fico feliz em ser convidado, e espero que isso só aumente a amizade que temos”, finaliza o outro meio-campista, parceiro na partida de amanhã.