O Corinthians levou ao Itaquerão neste domingo um público semelhante ao do Pacaembu (36.123 pagantes), mas já alcançou a maior renda de sua história (R$ 3.029.801,70). O problema é que em vez de comemorar a arrecadação recorde, o ex-presidente Andrés Sanchez precisou falar sobre o protesto que parte da torcida fez contra o alto preço do ingressos.

“Não gosto de ser aplaudido, nem xingado, nem vaiado. Mas infelizmente, menos de R$ 35 não vai dar para cobrar”, afirmou Andrés. “Não é barato manter uma arena como essa e ter um time forte. Mas vamos fazer alguns ajustes, para cima e para baixo.”

Ao fim da partida, parte dos torcedores organizados, os que pagam R$ 35 pelo ingresso com desconto do Fiel Torcedor, criticou a política de preços do Itaquerão. “Andrés, aqui não tem burguês”, “Fifa é o c…, a gente quer ingresso mais barato.”

O ingresso mais barato, para os setores atrás dos gols, custa R$ 50. Com o desconto do Fiel Torcedor de 30% o preço cai para R$ 35. Por outro lado, houve um ajuste de preços maior na parte intermediária, setor Leste Inferior, com preços cheios de R$ 180. No Pacaembu, a cadeira laranja (no meio do campo) custava R$ 70.

A tendência é que, depois da Copa do Mundo, os preços sejam reduzidos. O clube alegou que o jogo deste domingo, por ser inauguração do estádio, exigia um preço mais caro em alguns setores. Assim que as arquibancadas provisórias foram liberadas o preço do bilhete também deve cair.

A maior renda do Corinthians antes do jogo deste domingo havia sido atingida no jogo de oitavas de final de Libertadores contra o Flamengo, em 2010, no Pacaembu. O clube arrecadou R$ 2,9 milhões.