A Polícia Militar de São Paulo classificou a partida desta quarta-feira entre Corinthians e Bragantino, às 22 horas, no estádio do Pacaembu, pela sexta rodada do Campeonato Paulista, como um jogo de alto risco. Assim, reforçará o policiamento no acesso ao portão 23, na rua Itápolis, por onde o ônibus da delegação corintiana chega e sai do estádio, e na entrada dos vestiários. O clube também levará mais seguranças particulares do que o comum para proteger os atletas.

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A previsão de público é de 15 mil torcedores, bem abaixo da média habitual do Corinthians no Pacaembu – de aproximadamente 26 mil pessoas. Até a última segunda haviam sido vendidos apenas 6 mil ingressos.

Em reunião realizada no 2.º Batalhão de Choque, com representantes da PM, da Federação Paulista de Futebol (FPF) e da Prefeitura, os líderes das principais torcidas organizadas do clube se comprometeram a não fazer nenhum tipo de protesto, dentro ou fora do estádio, nesta quarta. Mesmo assim, a PM resolveu aumentar o seu efetivo.

“O planejamento foi feito levando em consideração os problemas que ocorreram sábado no CT do Corinthians. Por isso, as áreas mais sensíveis, que são a chegada e a saída do ônibus da delegação e os vestiários, terão policiamento reforçado”, disse o diretor de prevenção e segurança da federação, coronel Marcos Marinho.

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Com o clima de insegurança e depois do que aconteceu no último sábado, o técnico Mano Menezes confessou que está difícil trabalhar com os jogadores e pensar em uma reação no Paulistão – o time vem de três derrotas consecutivas. Nesta terça, ele confessou que era impossível vencer o jogo contra a Ponte Preta, um dia depois da invasão.

“A vitória tem um sentido e esse sentido domingo passado se perdeu. A dificuldade foi entrar em campo. Certamente vai estar menos pior amanhã (quarta). Mas vamos encontrar forças para oferecer essa vitória para os torcedores do bem”.

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Mano Menezes fez um certo mistério para montar o time que encara o Bragantino – a imprensa não pôde assistir ao último treino. Ele só confirmou as entradas de Felipe e Cleber na zaga porque Paulo André e Gil foram expulsos contra a Ponte Preta.

A defesa passou a ser o problema do time. Mano Menezes disse que no treinamento cobrou dos atacantes mais atenção quanto à marcação. Segundo ele, é preciso um meio-termo. “Não precisam marcar lá atrás, mas também não podem marcar depois da linha da bola”.