Mistério e polêmica cercavam o clássico deste domingo, 30, no Pacaembu. Com a bola rolando, o Corinthians levou a melhor sobre o Santos, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Jorge Henrique, Bruno César, Ralf e Paulinho construíram o 4 a 2. André e Marcel marcaram para o time visitante.
Com o resultado, o Corinthians mantém a liderança da competição, com 13 pontos. O time da Vila Belmiro soma 8.
Durante a semana, Mano Menezes não quis revelar o time que levaria à campo. Ainda assim, atendeu a torcida e colocou Jorge Henrique no time titular. Além do atacante, o meia Bruno César – que garantiu o empate contra o Grêmio Prudente logo na sua estreia, logo no seu primeiro lance – foi a outra surpresa. E ambos os jogadores corresponderam.
Com um minuto de partida, o recém-contratado Bruno César chutou da entrada da área, o goleiro Felipe deu rebote nos pés de Jorge Henrique, que só teve o trabalho de empurrar para as redes. Na comemoração, a imitação das tão tradicionais dancinhas dos Meninos da Vila.
Mas o Santos não se abateu com o gol sofrido logo na saída de bola. Com Paulo Henrique Ganso na armação, teve tempo para equilibrar a partida. André e Marquinhos perderam pelo menos duas chances cada um. Wesley também teve a chance de empatar.
Ao contrário do anunciado chapéu de Neymar em Chicão, relembrando o lance do Paulistão, a polêmica veio a partir de um gol anulado. Depois de bate-rebate na área, a bola sobrou para Marquinhos, que chutou para as redes. O árbitro Salvio Spinola já havia invalidado a jogada para desespero dos santistas.
“Se estava impedido naquele lance, tem que mudar a regra”, disse Marquinho, na saída para o intervalo. “Demos chance. Quando a equipe se propõe a jogar mais atrás, tem que aproveitar o contra-ataque”, explicou William. Mas a confusão não parou por aí: André reclamou de um tapa do capitão corintiano em Wesley.
Na etapa complementar, o jogo continuou quente, mas pelos gols marcados. Aos sete minutos, Marquinhos lançou André, que chutou cruzado para empatar a partida. Foi o terceiro gol dele na competição.
ESTRELA – Os santistas ainda faziam sua coreografia quando a bola atravessou toda a defesa e caiu nos pés de Bruno César. E o ex-jogador do Santo André não perdoou. Ele aproveitou bola desviada de cabeça de forma errada por Edu Dracena após cruzamento da direita e chutou firme para vencer o goleiro Felipe e não deixar o adversário reagir.
Além de evitar a reação, o Corinthians ainda ampliou. Enquanto Dorival Júnior se perdia nas substituições, o time mandante tomava conta do jogo. Aos 21, Ralf se livrou com facilidade do zagueiro e, da entrada da área, chutou cruzado para marcar.
Mas o jogo da primeira fase do Estadual ainda estava engasgado para os jogadores corintianos. O time seguiu atacando, não contente com o placar. Outro recém-contratado, Paulinho, ex-Bragantino, cabeceou sozinho para fechar a conta. Como resultado, mandou o jogo do começo ao fim. A torcida não resistiu e puxou o coro de “olé”.
Já pela sétima rodada, a penúltima antes da parada para a Copa do Mundo, o Corinthians encara o Internacional, que demitiu o técnico Jorge Fossati, quinta-feira, no Pacaembu. Um dia antes, o Santos vai a Belo Horizonte enfrentar o Cruzeiro.
Ficha técnica:
Corinthians 4 x 2 Santos
Corinthians – Felipe; Jucilei, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias, Danilo e Bruno César (Paulinho); Jorge Henrique (Iarley) e Dentinho (Paulo André). Técnico: Mano Menezes.
Santos – Felipe; Pará (Marcel), Edu Dracena (Zezinho), Durval e Léo; Arouca, Wesley, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Madson) e André. Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Jorge Henrique, a 1 minuto do primeiro tempo; André aos 7, Bruno César aos 8, Ralf aos 21, Paulinho aos 39 e Marcelo aos 42 do segundo.
Juiz: Salvio Spínola Fagundes Filho (SP).
Cartões amarelos: Chicão, William e Bruno César (Corinthians) e Neymar (Santos).
Renda: R$ 825.707,50.
Público: 30.103 (total).
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP).


