Rio – Para a seleção brasileira masculina de vôlei, a caminhada rumo ao segundo título da Copa dos Campeões começa hoje. O início será longe do Japão, sede da competição, em novembro, mas, ao mesmo tempo, bem perto da torcida verde-amarela. É que o primeiro passo é o Campeonato Sul-Americano, que agitará a cidade catarinense de Lages até o próximo domingo e classificará o campeão para o torneio japonês. O Brasil estréia contra a Colômbia, às 20h, no ginásio Jones Minosso, com transmissão ao vivo do canal Sportv.

Além de Brasil e Colômbia, mais quatro equipes brigam pela vaga: Argentina, Venezuela, Paraguai e Chile. A seleção brasileira tem um currículo invejável na competição, pois, simplesmente, venceu todas as 24 edições que disputou. Retrospecto que acaba sendo uma motivação a mais para os jogadores.

"Será bom jogar em nosso país de novo. O Brasil nunca perdeu um Sul-Americano e não queremos quebrar essa hegemonia", diz Giba.

Para um jogador em especial, a responsabilidade terá um ingrediente a mais: pela primeira vez, o meio-de-rede Gustavo assumirá o posto de capitão da equipe, já que Ricardinho foi dispensado para resolver problemas particulares.

"Será uma competição importante, pois vale nossa vaga na Copa dos Campeões. Essa é a maior motivação. O time está preparado e treinou forte para fazer uma boa exibição diante da torcida brasileira", diz o gaúcho.

Bernardinho ressaltou o potencial físico dos adversários da estréia. "É uma seleção que tem grande potencial físico, com garotos fortes, e pode dar trabalho. Conheço os treinadores que estão lá. Fizeram estágio conosco no Brasil", diz o técnico brasileiro, que também analisou os outros rivais.

"Venezuela e Argentina já mostraram que são capazes de vencer o Brasil, de jogar de igual para igual. São nossos dois grandes rivais hoje na América do Sul. A Argentina tem toda uma história no voleibol, enquanto a Venezuela cresceu nos últimos anos. Chile e Paraguai estão num patamar abaixo, iniciando um trabalho, mas também temos de ter cuidado. Pelo pouco que conheço dos paraguaios, creio que sejam os mais fracos no Sul-Americano", avalia.