Enfim, o Brasil convenceu. E na hora certa. Se a primeira fase não foi das melhores, a seleção brasileira iniciou o mata-mata da Copa do Mundo com autoridade e, na vitória por 2×0 sobre o México, segunda-feira (2), despachou a zebra e, principalmente, se aproximou do bom futebol apresentado até aqui na ‘era Tite’.

Não foi uma apresentação de gala, diga-se a verdade, mas, tirando os primeiros 20 minutos, quando os mexicanos dominaram, nao houve sufoco e muito menos tensão. Só faltou caprichar um pouco mais nas finalizações, embora quando isso aconteceu Uchoa evitou que os gols saíssem.

Mas a atuação foi animadora e mostra que o time está ganhando corpo pra buscar o título. Mais do que isso, o principal jogador está retomando a sua condição física e todo seu potencial. Neymar, enfim, desencantou. Teve uma participação individual e coletiva. A prova disso foi o primeiro gol, quando iniciou a jogada e, rodeado por cinco marcadores mexicanos, tocou de calcanhar para Willian, quebrando totalmente o adversário. O camisa 19 invadiu a área e tocou para o próprio Neymar concluir a jogada.

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Willian teve sua melhor atuação na Copa e também foi decisivo em campo. Foto: Jonathan Campos
Willian teve sua melhor atuação na Copa e também foi decisivo em campo. Foto: Jonathan Campos

Um tipo de jogada que vinha fazendo falta. E depois disso o Brasil se soltou. Abusou da troca de passes, criou mais e finalizou mais. Tudo bem que só chegou ao segundo gol aos 43, quando Neymar tentou finalizar, mas acabou dando um passe para Firmino definir a parada.

Agora, pela frente, a seleção terá a Bélgica. Para muitos, o adversário tem uma geração promissora. Nomes como De Bruyne, Hazard, Lukaku e Courtois são estrelas dos principais clubes do mundo e há tempos buscam a firmação defendendo o país. Na primeira fase, os europeus apresentaram o melhor futebol da Copa, mas em um grupo com dois times fracos e mostraram seus pontos fracos.

Já levaram quatro gols – dois da Tunísia e dois do Japão. Contra os japoneses pelas oitavas, a defesa voltou a ter problemas e o time levou dois gols em menos de dez minutos no segundo tempo por falha de posicionamento, mesmo contra um adversário fraco.

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Além disso, os belgas gostam de ir para cima e atuam em velocidade, permitindo espaços para os contra-ataques, algo que o Brasil de Tite gosta bastante, facilitando as jogadas. Sexta-feira nada de paredão pela frente, como foi em jogos anteriores. Dessa vez, será lá e cá.

E isso pode ser benéfico para a seleção, que também terá que tomar cuidado para não partir para cima e deixar a Bélgica sair rapidamente, como eles fizeram no gol da classificação para as quartas.

Principalmente porque Casemiro está fora, suspenso pelo segundo amarelo e que fará falta na marcação. Este duelo promete, mas uma classificação dará ainda mais moral para que o Brasil siga firme em busca do hexa.