Na caneta de representantes de Atlético, prefeitura e governo, entre hoje e amanhã a Copa do Mundo 2014 em Curitiba deve começar a sair do papel. Trata-se da assinatura do termo de ajuste de conduta entre as partes, uma solicitação da Fifa na apresentação da viabilidade econômica da Arena.

Com a assinatura, os próximos passos são oficializar os títulos de potencial construtivo oferecidos pela prefeitura e a retaguarda do Fundo de Desenvolvimento Econômico do Paraná (FDE). A partir de então caberá ao Furacão apresentar a construtora que irá adequar a Arena da Baixada ao caderno de encargos da Fifa para a Copa 2014.

Durante o dia de ontem, procuradores de governo e prefeitura se reuniram para a finalização do termo de ajuste de conduta. O acordo já foi costurado entre as partes na semana passada, restando apenas uma oficialização.

“Após a assinatura, a próxima etapa é usar o documento para a adequação da lei de incentivo que criará o potencial construtivo para a região da Arena”, explicou o gestor municipal da Copa 2014, Luiz de Carvalho, sobre a apreciação que o termo de ajuste de conduta terá na Câmara de Vereadores.

O governo irá verificar na Assembleia Legislativa a possibilidade de utilização do FDE. De acordo com o secretário de estado para assuntos da Copa 2014, Algaci Túlio, a medida deverá ter pedido de urgência para ser analisada. “Precisamos definir o assunto em um mês, ou quem sabe menos”, disse.

Já o Atlético segue em duas frentes para tirar a questão do papel e colocar as mãos na massa. Uma reunião entre a mesa diretora dos conselhos Deliberativo, Administrativo, Fiscal e a Câmara de Ética deve ocorrer até a próxima semana. A intenção é realizar o planejamento de como o Furacão irá se portar durante o período de obras na Baixada.

O Rubro-Negro também irá apresentar o termo de ajuste de conduta ao “conselhão”, em data ainda não marcada. De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo do Furacão, Gláucio Geara, em seguida o clube começa oficialmente a tratar da questão da construtora que irá realizar as obras na Baixada. “Como existe um procedimento ainda pela frente, por uma questão de resguardo, iremos aguardar a assinatura dos direitos e obrigações”, explicou.