Maurílio fez dois e carregou a bola
na barriga. Márcio também marcou
o seu e ajudou a garantir a vitória.

Empolgante. A única palavra possível para resumir a heróica atuação do Paraná é essa. Contra a péssima arbitragem e a força de um adversário de nível, o time de Caio Júnio conseguiu uma importantíssima vitória, que o coloca na vigésima posição.

Pressionando desde o início, o Paraná tinha que encarar a defesa mais eficiente do campeonato. Além disso, os gaúchos tinham a arma do contra-ataque. Aos 10 minutos, um lance curioso: depois de muitas reclamações, o árbitro Alício Pena Júnior expulsou Leonardo Manzi. Até aí, nada de diferente, só que o atacante ainda estava no banco de reservas. Logo depois, Maurílio teve duas chances de abrir o placar em cobranças de falta. E quem não faz, toma – e o ditado foi cruel para o Paraná. Aos 20 minutos, Michel arriscou um cruzamento para a área e, sem qualquer outro toque, a bola enganou Marcos.

O gol desnorteou o Paraná, que tinha o domínio territorial do jogo, mas que não conseguia criar chances reais de gol. Fortemente marcado, os atacantes do Tricolor erravam passes, levando a torcida e o técnico Caio Júnior à loucura. Aos 37 minutos, Filipe Alvim quase marcou gol contra ao tentar cortar o escanteio de Maurílio. No último lance do primeiro tempo, Pereira derrubou Cristiano e o árbitro, além de não marcar a penalidade, expulsou o zagueiro paranista. Ao final do primeiro tempo, jogadores e dirigentes do Paraná tentaram agredir Alício Pena Júnior.

Caio Júnior mexeu no intervalo, colocando Goiano e Cris nos lugares de Sidnei e Bosco. A pressão era paranista, e Pereira teve que cortar o arremate de Márcio aos seis minutos. Na bola parada, Maurílio quase empatou instantes depois. Sentindo que Alexandre não correspondia mais, Caio Júnior lançou Waldir para aumentar o poder ofensivo tricolor. Aos 12 minutos, Diego fez ótima defesa em mais uma falta cobrada por Maurílio.

Nesse momento, a partida tinha um único caminho – a defesa do Juventude, que era imprensada pela boa atuação paranista. Isso fazia luzir a estrela de Diego, que operava milagres a cada instante. Mas Márcio forçou passagem sobre Paulão e conseguiu cavar a penalidade, que Maurílio converteu aos 17 minutos.

O Paraná manteve o ritmo, continuando a exigir muito de Diego. Mas nem mesmo a ótima atuação dele seria suficiente. Aos 30 minutos, Maurílio cruzou e Márcio cabeceou para virar o jogo. Irresistível, o Paraná era soberano também na defesa, onde Marcos fazia defesas de puro reflexo. E quando foi preciso, o Tricolor fechou o placar. Aos 39, Márcio foi empurrado por Filipe Alvim e o árbitro marcou pênalti. De novo Maurílio cobrou, resolvendo o jogo, mas não a guerra – Alvim e o Roberto ainda foram expulsos, além do técnico Caio Júnior. Mas não importava: apesar dos mortos e feridos, o Paraná deixava a zona de rebaixamento.