Escolher o craque da decisão? Impossível. O Atlético foi campeão ontem com 11 craques em campo. Todos foram os melhores campo. O goleiro Flávio não precisou trabalhar muito e, quando acionado, atuou com eficiência. A zaga até que deu um susto torcida. Nem teve a vida amarelada nos primeiros dez minutos de partida. Logo em seguida Rogério Correia abriu a caixa de munições e também levou cartão amarelo do árbitro Carlos Eugênio Simon.

Mas parou por aí. Os jogadores conseguiram se controlar e um possível vermelho que se anunciava, e que poderia mudar o rumo da partida, não apareceu. Ao lado de Gustavo, Nem e Rogério formaram um verdadeiro paredão, poucas vezes transposto de forma a levar perigo para a meta de Flávio.

Os dois laterais jogaram muito. Alessandro e Fabiano fizeram das laterais verdadeiros corredores, onde foram construídas as principais jogadas de ataque do Rubro-Negro. Cocito foi o leão de sempre, fechando a marcação e dando a tranqüilidade necessária para que Adriano e Kléberson pudessem criar.

Na frente, a dupla infernal. Kléber não marcou o seu, mas foi solidário na criação das jogadas. E o que falar de um atacante que marcou gol em todos os jogos da fase decisiva? Alex Mineiro ontem carimbou mais uma vez a rede adversária, fazendo o gol do título.