O Atlético ficou mais perto da Libertadores 2011. Em reunião realizada ontem, no Paraguai, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) decidiu devolver ao Brasil uma vaga na competição. Assim, o quarto colocado no Brasileirão volta a ter um lugar no principal torneio do continente.
Com a mudança, o Atlético, que está na 6.ª posição no Brasileiro, estaria na zona de classificação para a Libertadores. Internacional (atual campeão sul-americano) e Santos (vencedor da Copa do Brasil), que estão à frente do Furacão, já têm lugar garantido.
A situação, porém, pode mudar novamente. Caso um clube do País seja campeão da Copa Sul-americana, ele “roubará” uma das vagas em disputa no Brasileirão. Palmeiras, Atlético-MG, Avaí e Goiás continuam no torneio continental e ainda têm chances de faturar o troféu.
Se um brasileiro chegar à final da Sul-americana, a indefinição permanecerá até o dia 8 de dezembro. Ou seja, o clube que ficar com a última posição do G4 ao final do Brasileirão, no dia 3 de dezembro, terá que esperar mais cinco dias para saber se estará ou não na Libertadores.
Além do Atlético, a mudança beneficiou pelo menos mais outros cinco clubes. Grêmio, Botafogo, São Paulo, Palmeiras e Vasco também aparecem com chances concretas de faturar a vaga.
A decisão da Conmebol encerra uma disputa que começou quando a entidade decidiu dar uma vaga na Libertadores ao vencedor da Sul-Americana. Para não ampliar o número de participantes, foi anunciado que o País do atual campeão da Libertadores teria uma vaga a menos no ano seguinte.
Como o Internacional faturou o título continental em 2010, sobraram apenas três vagas para serem disputadas no Brasileirão. A decisão não agradou aos clubes brasileiros, que ganharam apoio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na tentativa de recuperar a vaga perdida.
A nova posição da Conmebol foi anunciada pela CBF como uma vitória pessoal do presidente Ricardo Teixeira. Segundo o site da entidade, Teixeira “deu mostras do prestígio que desfruta junto aos seus pares, membros do Comitê Executivo”.
Para o chefão do futebol nacional, prevaleceu o mérito da conquista esportiva. “É uma prova de que existe consenso nas decisões do futebol na América do Sul. Os clubes brasileiros voltaram assim a ter premiados o seu desempenho no campo esportivo”, declarou.
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