Buenos Aires é muito grande (cerca de 13 milhões de pessoas) para afirmar com segurança que respira Libertadores. Ainda no início, o torneio não cativa tanta gente assim, mesmo considerando que o confronto desta noite defina a liderança do grupo 1. O encontro de “Atléticos” – Clube Atlético Vélez Sarsfield x Clube Atlético Paranaense – vale muito mais do que parece.
Ao Furacão é a chance da afirmação. A heroica classificação para a fase de grupos mascarou as deficiências do time comandado por Miguel Ángel. Já no jogo contra o The Strongest o time se mostrou mais equilibrado, mas o acaso deixou como legado três desfalques: Cleberson, Zezinho e Marcelo.
Para o Vélez (campeão da Libertadores em 2004) é mais um passo no árduo caminho de voltar a levantar o troféu da competição. Do aeroporto até o hotel o taxista disparou a falar das maravilhas do seu Vélez. Num castelhano quase incompreensível para estes ouvidos acostumados apenas com o português, se destacavam apenas palavras como “vitória”, “jogo difícil”, “Libertadores”, “Adriano” e “Zárate”.
As primeiras três palavras podem resumir o que deve ser a partida. É o confronto mais esperado deste grupo e pode delinear o caminho de ambas as equipes nesta primeira fase.
As duas últimas falam de dois personagens em potencial. Adriano, que estreou contra o Strongest, mas sequer pegou na bola, traz consigo a esperança da torcida atleticana. A presença do Imperador por si só deixa cria um clima de confiança poucas vezes visto em Curitiba. Uma entrada e um gol seriam o estopim de um êxtase.
Já Mauro Zárate é prata da casa. Tem 26 anos, é o querido dos torcedores do Vélez e é nele em quem eles depositam toda a confiança. Jogador de experiência internacional – com voos semelhantes aos de Adriano, afinal jogou na mesma Internazionale do Imperador – ele deve conduzir o time em campo.
São esperados pelo menos 30 mil torcedores para a partida. O movimento foi intenso durante todo o dia nas bilheterias do estádio José Amalfitani.