Com 46 países filiados à Fifa, a Ásia quer assumir o comando da entidade máxima do futebol. Para que isso seja possível, a Confederação Asiática de Futebol (AFC, na sigla em inglês) conta com os votos maciços de seus associados no xeque bareinita Salman bin Ibrahim Al Khalifa, atual presidente da AFC, na eleição da próxima sexta-feira.

Na quarta-feira à noite, num encontro com associados, o chefe do comitê de marketing da AFC, Richard Lai, cobrou que todos os países do continente votem no xeque Salman. “Nós devemos estar unidos em torno do único que pode entregar essas reformas, e esse é o presidente da AFC”, disse.

O temor da AFC é que a o continente se divida entre o xeque bareinita e príncipe jordaniano Ali bin Al-Hussein, que tem chances escassas de vencer, mas pode roubar votos importantes na disputa contra o suíço Gianni Infantino, candidato da Uefa que conta com o apoio da Conmebol.

O xeque tem o apoio formal da Confederação Africana de Futebol (CAF), mas a Libéria divulgou que metade dos países do continente devem desafiar a CAF para votar no príncipe jordaniano.

A união é importante para que Ásia (46 votos) e África (54) elejam o xeque Salman na disputa contra Infantino, que espera ter apoio maciço da Europa (53), da Concacaf (34) e da Conmebol (10). O Oceania, que tem 11 federações nacionais com direito a voto, pode ser o fiel da balança.