O fim do ciclo olímpico nos Jogos do Rio, somado ao mau rendimento de algumas modalidades, aumentou a especulação sobre a possível fuga de verbas para o esporte brasileiro, do alto rendimento até a base.

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Mizael Conrado, ex-jogador de futebol de cinco e atual vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, acredita que essa diminuição pode acontecer também na Paralimpíada. No entanto, os Jogos também se tornam uma vitrine para os paratletas.

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“Em alguma proporção pode haver sim (diminuição nos investimentos após os Jogos Paralímpicos). Por outro lado, temos uma oportunidade. Com a visibilidade dos Jogos, eu também tenho a esperança de que o marketing esportivo brasileiro possa avançar, evoluir. Talvez percamos alguns recursos que hoje contamos, mas, quem sabe, não tenhamos novas empresas participando mais do financiamento do esporte brasileiro.”

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Pensando no próximo ciclo paralímpico, o governo do Estado de São Paulo anunciou o investimento de R$ 2 milhões para a compra de equipamentos de alto rendimento para avaliação dos paratletas no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro.

“O governador Geraldo Alckmin acabou de assinar a autorização e vamos começar o processo de licitação e compra. Queremos que os nossos atletas vencedores já encontrem mais atualização e modernidade quando voltarem”, declarou Linamara Rizzo Battistella, secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Ainda de acordo com a secretaria, devem se passar quatro meses da licitação, à encomenda e à chegada dos equipamentos. “Não temos pressa. Teremos um período de descanso, haverá outras competições internacionais. Então, nossa proposta é que esses equipamentos sirvam para iniciar os treinamentos no ano que vem.”