Torres (RS) – Foi dada a largada para a maior aventura da América Latina. Começou em Torres, no litoral do Rio Grande do Sul, o Ecomotion/Pro 2005. Às 16h de ontem, 52 quartetos, vindos de dez países, partiram para seis dias de um verdadeiro rali humano, que faz parte do AR World Series, o circuito mundial de corridas de aventura. Até o próximo sábado, serão assombrosos 444 km de canoagem, trekking, mountain bike, rafting e técnicas verticais pela Serra Gaúcha. Logo na largada, o Ecomotion já mostrou porque é considerado o maior evento da modalidade no continente. Do alto de uma falésia de 25 metros, os competidores iniciaram a prova simultaneamente num incrível rapel, no Parque Estadual da Guarita, e partiram em direção a Praia Grande.

Em seguida, os times correram cerca de 9 km, num exigente trekking, até o primeiro posto de controle, onde embarcaram para um trecho de 21 km de canoagem em caiaques duplos. A corrida ainda continuou com mais 60 km de bicicleta (mountain bike).

Até o fechamento desta edição, a previsão era que, ontem à noite, as primeiras equipes chegariam a um dos mais difíceis trechos da corrida: a subida dos cânions. Os atletas seguiriam a pé rumo ao Topo da Vaca Morta, a 1.100m de altitude. Durante parte do percurso, a inclinação do terreno é tão acentuada que a organização instalou cordas para auxiliar na subida. Até a chegada, em Gramado, prevista para o próximo sábado, eles vão passar por campos, lagunas e corredeiras, tudo isso em meio ao frio (a previsão é de uma temperatura mínima de 9º C), à neblina e, provavelmente, debaixo de muita chuva. Serão sete dias e seis noites, com apenas quatro horas de parada obrigatória.

Os postos de parada obrigatória (POs) são a grande novidade do ano e serão decisivos para a classificação final. Cada equipe monta sua própria estratégia e pode escolher quanto tempo ficará em cada um dos POs, desde que cumpram as quatro horas exigidas pelo regulamento.

Boa largada

Até o fim da tarde de ontem, a equipe espanhola Buff-Nike ACG estava liderando a prova, seguida de perto pelos americanos e neozelandeses da Merrell/Wigwan. Entre os brasileiros, o primeiro quarteto era Oskalunga, de Brasília.