O Corinthians superou o nervosismo na noite desta quarta-feira e deixou Guayaquil, no Equador, com um suado empate sem gols com o Emelec, em sua estreia na fase de mata-mata da Copa Libertadores. O time brasileiro jogou quase todo o segundo tempo com um a menos em campo, em razão da expulsão de Jorge Henrique, aos 6 minutos.

Em desvantagem, o Corinthians contou com boa atuação do goleiro Cássio, substituto do criticado Júlio César, considerado o vilão na queda do time nas quartas de final do Campeonato Paulista. Escaldado pela eliminação, o time do técnico Tite apostou na cautela no primeiro tempo e segurou na defesa na segunda etapa após a expulsão de Jorge Henrique.

Desta forma, iniciou de forma contida sua participação nas oitavas de final, fase que não conseguiu ultrapassar nas últimas quatro vezes em que disputou a Libertadores – passou das oitavas pela última vez em 2000, quando caiu na semifinal, diante do rival Palmeiras.

A partida da volta contra o Emelec será disputada na próxima quarta-feira, no Pacaembu, em São Paulo. Uma vitória simples garante o Corinthians nas quartas de final.

O JOGO – Com a lembrança ainda viva da queda no mata-mata do Paulistão, o Corinthians adotou uma postura cautelosa no primeiro tempo, diante do calor da torcida equatoriana e da empolgação do Emelec, motivado pelo recente aniversário do clube e pelo triunfo sobre o Flamengo na fase de grupos.

A cautela, porém, fez dupla com a pouca inspiração do time, com Danilo apagado no meio-campo, sem poder contar com o auxílio de Ralf e Paulinho, focados na marcação. Assim, o Corinthians quase não trocou passes no meio e só levou perigo em bolas levantadas na área, principalmente em cobranças de escanteio.

Na única jogada individual, Emerson escapou pela esquerda e bateu forte de longe, à esquerda do gol de Dreer, aos 35 minutos de jogo. Em outro bom lance, Willian cabeceou com perigo, para fora, aos 8.

O Corinthians só não teve trabalho na primeira etapa porque o Emelec apresentava um futebol sofrível. Mais na base da vontade, os equatorianos chegavam com frequência ao ataque, mas sem objetividade. As investidas também se resumiam a bolas alçadas na área, com maior perigo aos 11 e aos 17 minutos, sem sucesso.

O caminho parecia tranquilo para o Corinthians buscar a vitória fora de casa em sua estreia do mata-mata. No entanto, a expulsão de Jorge Henrique aos 6 minutos da segunda etapa mudou a história do jogo para os brasileiros. Em desvantagem numérica, o time paulista sucumbiu ao nervosismo e abriu brechas para os equatorianos.

Preocupado, Tite resolveu fechar a equipe para garantir o empate. Sacou Willian, com atuação tímida na vaga de Liedson (descartado por opção técnica), e colocou Alex em campo, fortalecendo o meio-campo – Emerson ficou isolado no ataque.

O Emelec aproveitou o momento favorável e começou a pressionar. Aos 17, Giménez encheu o pé em cobrança de falta e acertou o travessão. O goleiro Cássio passou a ser exigido com frequência e não decepcionou. Fez duas grandes defesas e mostrou segurança nas bolas aéreas, garantindo o empate fora de casa.

FICHA TÉCNICA:

EMELEC-EQU 0 X 0 CORINTHIANS

EMELEC – Dreer; Carlos Quiñónez, Luiz Quiñónez, Achilier e Bagüí; Pedro Quiñónez, Gaibor (Mera), Giménez (Mena) e Valencia; Mondaini (Marlon De Jesús) e Figueroa. Técnico: Marcelo Fleitas.

CORINTHIANS – Cássio; Edenílson, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo (Alessandro); Jorge Henrique, Emerson (Elton) e Willian (Alex). Técnico: Tite.

CARTÕES AMARELOS – Leandro Castán, Gaibor, Emerson, Danilo, Edenílson, Chicão, Achilier.

CARTÃO VERMELHO – Jorge Henrique.

ÁRBITRO – José Buitrago (Colômbia).

RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.

LOCAL – Estádio George Capwell, em Guayaquil (Equador).