O Palmeiras não conseguiu evitar o jogo de volta contra o Sampaio Corrêa pela segunda fase da Copa do Brasil. Não conseguiu sequer a vitória no estádio Castelão, em São Luis, nesta quarta-feira. Saiu na frente com um gol de Cristaldo, mas sofreu o empate e terá de realizar o segundo duelo no dia 12 de maio no Allianz Parque, em São Paulo. Mas isso fica para depois. O que interessa agora é a decisão do Campeonato Paulista, neste domingo, contra o Santos, na Vila Belmiro.

O Palmeiras entrou em campo bem diferente do que faz costumeiramente. Além de ser formado com reservas, o time vestia camisa azul. E, previsivelmente, sofreu com a falta de entrosamento diante de um adversário sem o mesmo nível técnico, mas bem armado e empolgado pelo fato de jogar em casa.

Enquanto o Palmeiras tinha dificuldade de evoluir por estar muito espaçado em campo, que aliás tem dimensões maiores do que as que os paulistas estão acostumados, o Sampaio Corrêa mostrava-se à vontade. Procurava atacar em velocidade, quase sempre pelo lado direito, com o veloz e assanhado Pimentinha.

Foi por este setor que o time maranhense criou a maioria de suas chances – a rigor, concluiu mais em gol do que o Palmeiras -, mas a melhor delas, logo no início do jogo, foi consequência de um erro palmeirense. Amaral rebateu mal uma bola, que sobrou para Pimentinha cruzar. O toque, porém, foi forte e Robert, que estava livre de marcação, chegou atrasado.

À dificuldade do Palmeiras em criar jogadas, somou-se, no primeiro tempo, a violência dos jogadores maranhenses. Moisés e William Simões, principalmente, exageraram nos lances ríspidos, mas ficaram impunes.

Nos cinco minutos finais, o Palmeiras melhorou. Tentou pressionar, embora recorresse mais a jogadas individuais do que a lances estruturados. E foi em um destes lances que Ayrton, da intermediária, acertou o travessão de Milton Raphael, na melhor chance dos paulistas na etapa inicial.

O Palmeiras voltou para o segundo tempo com maior disposição ofensiva. Mas atacava muito mais na base das jogadas forçadas e chutes da entrada da área do que em lances articulados. Ainda assim assustou um pouco o Sampaio Corrêa, que passou a atuar com mais precaução defensiva e a tentar explorar mais a velocidade de Pimentinha, nas costas de Vitor Luis.

Com o passar do tempo, o ritmo do jogo caiu. Os dois times começavam a dar sinais de cansaço. O técnico Oswaldo de Oliveira, então, mexeu no time. Trocou Ryder, que estava contundido, por Cristaldo. Deu certo. Em uma de suas primeira jogadas, aos 23 minutos, o argentino lançou Gabriel Jesus, que dividiu com o goleiro. O rebote sobrou para Cristaldo, que acompanhava a jogada e chutou cruzado, rasteiro, para fazer 1 a 0.

Nos minutos seguintes ao gol, o Palmeiras até deu a impressão de que poderia ampliar. Mas depois o Sampaio Corrêa passou a pressionar, teve um gol mal anulado e chegou ao empate com Cleitinho, após outra boa jogada de Pimentinha pela direita.

FICHA TÉCNICA

SAMPAIO CORRÊA 1 x 1 PALMEIRAS

SAMPAIO CORRÊA – Milton Raphael; Daniel Damião, Luiz Otávio, Edivânio e William Simões; Moisés (Robson Simplício), Diones, Raí (Cleitinho) e Válber; Pimentinha e Robert (Edgar). Técnico: Oliveira Canindé.

PALMEIRAS – Jailson; Ayrton, Tobio, Jackson e Victor Luis; Amaral, Renato (Andrei Girotto), Alan Patrick e Ryder (Cristaldo); Kelvin (Juninho) e Gabriel Jesus. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

GOLS – Cristaldo, aos 23, e Cleitinho, aos 41 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Robert (Sampaio Corrêa); Jackson, Cristaldo e Tobio (Palmeiras).

ÁRBITRO – Antônio Dib Moraes de Souza (PI).

RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.

LOCAL – Estádio Castelão, em São Luis (MA).