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De Letra

Com força máxima, Santos decepciona e perde por 3 a 1

Pela primeira vez na temporada com força máxima, contando com a estreia de Marcos Assunção e a volta de Edu Dracena após longo tempo parado por contusão, o Santos decepcionou neste domingo no Pacaembu. Apesar do técnico Muricy Ramalho ter conseguido escalar a formação ideal, o resultado foi a derrota para o Paulista, por 3 a 1, pela sétima rodada do Paulistão.

A derrota em casa custou a liderança do campeonato ao Santos. O atual tricampeão estadual ficou estacionado nos 14 pontos, agora atrás da Ponte Preta, que chegou aos 15 após empatar com o Ituano no sábado. O Paulista, por sua vez, aparece agora com nove pontos.

O jogo deste domingo foi o primeiro no qual Muricy pôde escalar o time que considera ideal. Ele contou com a volta de Neymar, Arouca e Montillo, que tinham sido desfalque na última rodada porque estavam servindo as seleções de Brasil e Argentina. Além disso, teve a estreia do volante Marcos Assunção, veterano reforço de 36 anos, e o retorno do zagueiro e capitão Edu Dracena, finalmente recuperado da cirurgia no joelho esquerdo que o deixou seis meses sem jogar. Nada disso, porém, foi suficiente. E o Santos saiu do Pacaembu com derrota, para decepção dos mais de 18 mil torcedores no estádio.

JOGO – Apesar do gramado alagado pela forte chuva que caiu na tarde deste domingo em São Paulo, os dois times conseguiram fazer um primeiro tempo quente, com lances perigosos e oportunidades de gol. O Paulista começou no ataque, assustando já no começo do jogo. Aos 7 minutos, Cassiano Bodini quase abriu o placar em bela jogada, driblando três zagueiros santistas, mas chutando para fora. Logo depois, o atacante apareceu de novo, dessa vez cruzando rasteiro para Marcelo Macedo, que chutou forte. No entanto, Rafael caiu no canto e defendeu bem.

A chuva, que começou aos quatro minutos, apertou aos 11, deixando o campo pesado e o jogo cada vez mais lento. Alguns minutos depois, a drenagem do Pacaembu já perdia a disputa para a tempestade. Assim, nenhum jogador conseguia carregar a bola sem que ela mudasse de velocidade ou direção.

Mesmo assim, o Santos conseguiu uma boa chance de gol aos 17 minutos, com a primeira bola parada do estreante Marcos Assunção. Ele cobrou escanteio baixo, a bola bateu na zaga e voltou. Na segunda tentativa, o cruzamento foi perfeito para Durval cabecear, mas ele mandou para fora.

A partir daí, o Santos começou a atacar mais, chegando várias vezes na área adversária e dando trabalho para o Paulista até o final da primeira etapa. Aos 26 minutos, por exemplo, Montillo pegou a sobra do escanteio e bateu de primeira, mas a bola passou por cima do gol. E aos 41, o mesmo Montillo desperdiçou grande chance mandando um voleio para fora.

As duas equipes voltaram do intervalo sem alterações para o segundo tempo. A chuva deu uma trégua e gramado ficou melhor. Assim, o ritmo do jogo melhorou consideravelmente. Na busca pelo primeiro gol, a pressão foi toda do Santos nos minutos iniciais.

No entanto, a fome de bola santista acabou prejudicando o time: Guilherme Santos pegou Cassiano Bodini por trás, dentro da área, e o árbitro marcou o pênalti. Marcelo Macedo cobrou e abriu o placar para o Paulista aos nove minutos.

Aos 18 minutos, Neymar, que até então tinha jogado pouco, fez sua primeira grande aparição: recebeu na entrada da área e driblou um zagueiro, mas teve seu chute desviado. Marcos Assunção foi destaque em duas cobranças de falta. Na primeira, fez com que Cícero, sozinho, desviasse de cabeça para o gol, mas Richard defendeu com segurança. Na segunda, o veterano chutou direto para o gol, mas o defensor do Paulista fez bela defesa no canto.

Neymar finalmente desabrochou aos 35 minutos, quando cobrou uma falta com precisão e mandou a bola na trave. Mas o jogo não estava fácil para o Santos. A expulsão de Matheus Galdezani, que chegou muito forte no principal astro santista e levou o segundo amarelo, parecia a chance perfeita para uma recuperação nos últimos minutos.

Mas o Paulista mostrou força e, assim que perdeu um dos jogadores, ampliou a vantagem com o Rodolfo Testoni, que marcou aos 39 minutos num chute de falta. O Santos desmoronou e acabou abrindo espaço para Cassiano Bodini fazer o terceiro aos 41. Para diminuir o estrago, Neymar ainda marcou o seu nos acréscimos. O jogo, porém, terminou com derrota santista no Pacaembu.

FICHA TÉCNICA:

SANTOS 1 x 3 PAULISTA

SANTOS – Rafael; Bruno Peres (André), Edu Dracena, Durval e Guilherme Santos; Arouca, Marcos Assunção, Cícero e Montillo (Patito Rodríguez); Neymar e Miralles. Técnico: Muricy Ramalho.

PAULISTA – Richard; Thales, Dráuzio, Lázaro e Rodolfo Testoni; Matheus, Kasado, Chiquinho e Renato Ribeiro; Cassiano Bodini e Marcelo Macedo (João Henrique). Técnico: Giba.

GOLS – Marcelo Macedo (pênalti), aos 9, Rodolfo Testoni, aos 39, Cassiano Bodini, aos 41, e Neymar, aos 46 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Leandro Bizzio Marinho.

CARTÕES AMARELOS – Lázaro, Matheus e Chiquinho (Paulista); Marcos Assunção e Neymar (Santos).

CARTÃO VERMELHO – Matheus (Paulista).

RENDA – R$ 652.560,00.

PÚBLICO – 18.381 pagantes.

LOCAL – Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP).

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