Parecia a Ferrari do ano passado: absoluta. Assim está sendo a estréia do novo modelo da equipe italiana, a F2003-GA. Ontem, em Barcelona, os dois carros vermelhos dominaram a sessão que definiu o grid de largada para o GP da Espanha, a quinta etapa do Mundial de Fórmula 1.

Barcelona, Espanha

– Michael Schumacher fez a pole e Rubens Barrichello larga em segundo. Até agora, o time ganhou só uma corrida nesta temporada. Mas a julgar pelo potencial demonstrado pelo novo carro, as dificuldades não serão muito grandes daqui para a frente. “É um começo fantástico para este carro”, disse o brasileiro. “Acho que temos uma boa estratégia para a corrida e estou bem satisfeito com o resultado, embora minha volta não tenha sido perfeita.”

Rubens deu a entender que ele e Schumacher têm táticas diferentes. Possivelmente não no número de paradas, que deve ser de duas para quase todo mundo. Mas no peso do carro, o que pode determinar um pit stop mais cedo para o alemão. “Estive na frente do Michael o fim de semana inteiro. Mas depois da corrida eu terei mais para falar, senão começo a contar as coisas aqui e os detalhes aparecem”, falou Barrichello, misterioso.

Sobre o potencial do novo carro, Rubens foi econômico. “Acho que não temos a mesma vantagem do ano passado, mas estar um segundo ou um milésimo na frente não importa, importa é estar vencendo.”

Schumacher, o pole, disse que o fim de semana tem sido de mais trabalho que o normal porque o carro é novo. “Sempre achei que tinha a chance de fazer a pole, porque este carro é mais rápido que o do ano passado. Aliás, essa é a maior diferença em relação ao outro: é um carro mais veloz”, falou.

A Renault ficou com a segunda fila, com Fernando Alonso em terceiro e Jarno Trulli em quarto. Os outros brasileiros da categoria foram mal: Cristiano da Matta em 13.º e Antonio Pizzonia em 16.º.

O líder do Mundial, Kimi Raikkonen, larga em último porque errou na sua volta lançada, foi para a brita e ficou sem tempo. O GP da Espanha começa às 9h e terá 65 voltas.

DIÁRIO DA F-1

Alonso: vitória é difícil

Fernando Alonso, terceiro no grid, admitiu que a Renault não considera a hipótese de vencer hoje. “Mas estamos em condições de conquistar muitos pontos”, disse o espanhol, terceiro no grid.

Da Matta não acerta

Quarto colocado na sexta, apenas 13.º ontem. Cristiano da Matta não tinha nada a festejar, até porque seu companheiro Panis larga em quinto. “Agora vamos ver o que dá para fazer largando nessa posição.”

Raikkonen assume

O líder do campeonato larga em último. Kimi Raikkonen assumiu que cometeu um erro em sua volta lançada e por isso parte do fundo do grid, já que ficou sem tempo.

Motores trocados

O drama do dia foi de Fisichella, da Jordan. O motor quebrou e a equipe pegou o do carro reserva para colocar no titular, antes da classificação. Aí a bomba de gasolina quebrou e o motor teve de ser colocado de volta no reserva, com o qual ele fez o treino. Ele vai largar em 17.°.

A Jaguar pediu desculpas

Barcelona

– A Jaguar pediu desculpas a Antonio Pizzonia por escancarar publicamente sua situação no time. Foi o próprio piloto quem contou isso ontem. A equipe admitiu a ele que procurou outro piloto para seu lugar, caso uma substituição seja necessária depois do GP da Espanha. “É difícil manter a concentração diante de uma situação dessas, mas eu tento apenas fechar a viseira e fazer meu trabalho”, disse o amazonense, que ficou em 16.º ontem.

Se for mal em Barcelona, é provável que Pizzonia seja trocado, a partir do GP da Áustria, por outro piloto. Alexander Wurz, da McLaren, foi tentado. Luciano Burti, que está na Espanha circulando pelo paddock, é outro candidato. (FG)