Foto: Valquir Aureliano

Meia, que jogou quarta como lateral, está na briga pelo lugar do colombiano.

O Atlético já tem um candidato declarado para assumir a camisa 10 no primeiro duelo das semifinais do Paranaense, contra o Paraná Clube. A suspensão de Ferreira, que levou o terceiro cartão amarelo na última quarta-feira, contra o Cianorte, pode ser a chance que o meia Netinho esperava para mostrar que pode ser titular do Furacão.

No empate em 4 a 4 com o Leão do Vale, Ferreira foi orientado pelo técnico Vadão a forçar o terceiro cartão amarelo. ?Eu entendo que é melhor ele ter três jogos para fazer. Se passarmos da semifinal, ele terá mais os jogos da final livre?, explica o treinador.

Enquanto isso, Netinho quebrava um galho para Vadão, jogando pela lateral-esquerda. ?Nunca havia jogado como lateral, somente como ala. Não fiz uma excelente partida, mas ajudei da melhor forma possível e vou estar à disposição?, revela o meia, que teve um desempenho bem melhor que o titular Michel.

Voltando de uma contusão, Netinho diz que está pronto para jogar, não importa a posição. ?O grande exemplo foi contra o Cianorte. No vestiário, o Vadão me perguntou se eu jogaria na lateral. Em nenhum momento pensei em negar. Porque quando você joga em um clube como o Atlético, tem que aproveitar toda chance que aparece. Estou disposto a jogar em qualquer lugar?, avisa.

Mas a chance de atuar em sua posição original deixa Netinho ansioso pela definição de quem vai assumir o lugar de Ferreira. ?Agora, cabe ao Vadão decidir quem joga. Vim para o Atlético com o objetivo de brigar por uma vaga de titular. Agora, surgiu a oportunidade?, comemora.

Porém, ele terá que superar dois fortes concorrentes pela posição. O volante Cristian tem sido o favorito de Vadão em caso de desfalques no meio. E o meia Válber também está de olho em um lugar na equipe principal. ?Se eu tiver essa chance de começar jogando, vou fazer de tudo para aproveitar?, garante Netinho.

Zaga completa

Ao mesmo tempo em que perde Ferreira, Vadão comemora o retorno de três titulares do sistema defensivo. O volante Alan Bahia e os zagueiros Marcão e Danilo desfalcaram o time contra o Cianorte e fizeram falta, já que três dos quatro gols do Leão surgiram de falhas da defesa rubro-negra.

A maior decepção foi Rogério Corrêa, que levou cartão vermelho ainda no primeiro tempo. A expulsão sacrificou também a atuação de Roberto, substituído por Alex, que recompôs a zaga com João Leonardo. ?Ninguém vai discutir a qualidade do João, do Rogério e do Alex. Mas a zaga entrosada volta e dificilmente tomaremos quatro gols?, conclui Vadão.

Reforço boliviano pro Rubro-Negro

Depois de atacar no mercado colombiano, o Atlético pode receber em breve um reforço vindo da Bolívia. O atacante Sebastián Molina, 16 anos, que defendeu a seleção no Sul-Americano Sub-17, se apresentou ontem ao PSTC, segundo informações da imprensa boliviana.

A passagem do atacante pelo clube de Londrina pode ser um ?estágio? antes da transferência para o Furacão.

Molina foi revelado pela escola de futebol ?El Semillero?, de Santa Cruz de La Sierra, considerada um potencial celeiro de craques na Bolívia.

Conexão Colômbia

Enquanto isso, o Atlético espera regularizar em breve a situação de seus dois últimos reforços colombianos. O goleiro Julián Viáfara já assinou contrato e aguarda apenas pelo visto de trabalho para ser registrado na CBF. Já o volante Edwin Valencia espera por uma decisão da Justiça de seu país para se desvincular do América de

Cali e se apresentar no CT  do Caju. A liberação deve sair nos próximos dias.

Também vindo da Colômbia, o lateral-esquerdo Palácios está sendo observado pela comissão técnica atleticana. O Furacão já conta em seu elenco com o atacante Dayro Moreno e o meia David Ferreira.

Atlético quer apito de fora

O arbitral de hoje na Federação Paranaense de Futebol esquentará a reta final do estadual. Representantes dos quatros semifinalistas – Atlético, Coritiba, Paraná e Paranavaí – é FPF discutem a escala de jogos, locais, horários da semifinal e sorteio dos trios de arbitragem.

Mas o Atlético apimentou o encontro ao divulgar uma nota criticando? a condução que está se dando para as partidas finais do estadual?. A principal preocupação do Rubro-Negro diz respeito ao fato de não ter aceito que suas partidas fossem transmitidas pela TV aberta, através da Rede Paranaense de Comunicação – RPC, e pela internet – FPFTV. O Rubro-Negro cita que foi o único clube a não concordar com os ?R$ 40 mil oferecidos pela RPC para ceder os direitos de transmissão dos jogos, inclusive ao vivo para a praça da disputa?. ?Se eles aceitam esmolas, a marca da paixão do torcedor atleticano vale muito mais que esses 40 dinheiros.?

Em outro trecho contundente da nota o Rubro-Negro afirma que ?agora – a FPF – é parceira da RPC, do CFC – Coritiba – e até mesmo do governo do Paraná, a uma para lucrar com os comerciais de TV e a outra, para surfar na onda da Copa do Mundo no Brasil, exumando o putrefato Pinheirão com o blefe de sediar em Curitiba o maior evento do futebol mundial. Ela – FPF – perdeu a isenção, a vergonha e passa a torcer contra nós. Por exemplo, com o Atlético na final, sem transmissão de TV e internet, não haverá lucros para si e seus parceiros?.

Apito de fora – O Atlético diz que a FPF ?não pode escalar árbitros para apitar a fase final da competição?. ?Aliás, até para preservar a integridade de tais mediadores com o evidente desgaste de sua reputação…, a prudência recomenda escalar árbitros de outras federações. Que sejam isentos e imunes, livres da pressão…?. Finalizando, o Rubro-Negro diz que ?não espera benefícios, nem privilégios. Apenas não quer ser vitimado pelo apito. Ou que se entregue o título aos parceiros da federação, agora também inimiga declarada do Atlético?.

Reunião quente na FPF

A diretoria da Federação Paranaense de Futebol fez no início da noite de ontem uma reunião relâmpago. Entre os assuntos preliminares estavam a indicação do Pinheirão para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Mas o que realmente esquentou o encontro foram dois comunicados. No primeiro, o pedido do Atlético para que seus jogos das semifinais do estadual sejam apitados por árbitros de fora do Paraná.

No segundo ponto, o protocolo de intenções apresentado pelo Coritiba para firmar parceria com a FPF visando a construção do novo estádio do Pinheirão, que abrigaria algumas partidas do mundial no País. No pedido, estaria também incluída a ?cessão? do estádio para o Coxa por 100 anos. O assunto deverá ganhar grandes proporções nos meios esportivos. Primeiro junto à torcida alviverde, que se mostra contrária a mudança do Alto da Glória para o Pinheirão. E depois, para que a ?cessão? seja concedida ao Coritiba, seria necessária a convocação de uma assembléia geral dos filiados da federação para aprovação do pedido.