O ex-atleta Sebastian Coe, um dos vice-presidentes da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês), declarou ter “grandes problemas” para acompanhar a decisão da entidade de incluir o velocista norte-americano Justin Gatlin, que já deu positivo em exame antidoping, na lista de indicados ao prêmio de atleta do ano.

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Gatlin ficou quatro anos suspenso por doping. Por isso, a sua inclusão na lista de dez nomes provocou reclamações, inclusive de concorrentes, como o do alemão Robert Harting, campeão olímpico do lançamento de disco, que pediu para ter o seu nome removido da relação.

“Eu acho que você ficaria muito surpreso se eu sentasse aqui e estivesse otimista sobre isso”, disse Coe, ao ser questionado nesta terça-feira sobre a indicação de Gatlin. “Eu, pessoalmente, tenho grandes problemas com isso”, completou o dirigente, que presidiu o Comitê Organizador da Olimpíada de Londres/2012.

A votação está aberta até 16 de outubro para atletas, dirigentes, federações e jornalistas e decidirá os três finalistas do prêmio. Além de Gatlin, outros nomes de destaque presentes na relação de dez nomes são o queniano Dennis Kimetto, recordista mundial da maratona, e o francês Renaud Lavillenie, recordista mundial indoor do salto com vara. Os vencedores serão escolhidos pelo Conselho da IAAF no dia 21 de novembro.

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Gatlin, medalha de ouro na prova dos 100 metros na Olimpíada de 2004, testou positivo por excesso de testosterona em 2006, e voltou a competir em 2010, depois de cumprir sua suspensão. Neste ano, o norte-americano, de 32 anos, fez os melhores tempos do mundo nos 100 metros, com 9s77, e nos 200 metros, com 19s68.