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Clubes se conformam com torcida única nas semifinais do Paulistão

  • Por Estadão Conteúdo

Enquanto os órgãos de segurança de São Paulo celebram a queda dos números de confrontos nos clássicos desde a adoção da torcida única em 2016, clubes e a Federação Paulista de Futebol dizem que o modelo não é o ideal, mas se conformam com a determinação imposta no Estado.

“Neste momento é o que pode ser feito. É o que querem a Polícia Militar e o Ministério Público. Os índices de paz melhoraram. Não é o ideal, mas é o que se pode fazer agora”, afirmou o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, ao Estado.

O presidente Andrés Sanchez, do Corinthians, reafirma sua posição contrária à torcida única. “Essa é uma situação que já tem três anos. Não vai mudar. Não tenho mais o que dizer. Eu sou contra, mas não vou conseguir mudar isso”, reclamou o presidente corintiano. Para José Carlos Peres, presidente do Santos, a presença de apenas uma torcida nos clássicos é um mal para o futebol.

A adoção da torcida única foi uma medida de segurança imposta aos estádios da capital e está em vigor desde abril de 2016. A mudança foi uma resposta aos confrontos entre integrantes das torcidas Mancha Alviverde, do Palmeiras, e Gaviões da Fiel, do Corinthians, em vários pontos da cidade. Esses conflitos deixaram dezenas de feridos e um morto.

O promotor Paulo Castilho, do Ministério Público de São Paulo, diz que a volta de duas torcidas nos clássicos seria um retrocesso. “As medidas implementadas no Estado de São Paulo vêm promovendo efeitos positivos há anos. Temos redução drástica dos índices de violência no futebol”, diz o promotor.

O posicionamento do órgão está apoiado em pesquisa da PM. Estudo realizado pela seção de Planejamento e Operações do 2º Batalhão de Choque, responsável pelo policiamento nos estádios, mostra uma queda no número de confrontos entre torcidas rivais desde a implantação da torcida única.

A redução foi de 43% entre os 44 clássicos realizados antes e os 44 realizados depois da medida. Os conflitos passaram de 21 para 12. Paralelamente, o estudo mostra crescimento do público nos clássicos. No mesmo recorte de 44 clássicos, o aumento do público foi de 33%.

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