O atacante Joffre Guerrón, 25, principal contratação do Atlético para a sequência do Brasileirão, desembarca hoje, às 9h30, no aeroporto internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, em ritmo de festa. Ele deverá ser saudado por torcedores comuns e membros das torcidas organizadas do clube, com direito a bateria e tudo mais. Em seguida, “Dinamita” vai até a Arena da Baixada, onde será mais uma vez recepcionado pela torcida e fará um breve discurso. Queima de fogos de artifício e entrevista coletiva com a imprensa encerram a programação. O argentino Federico Nieto, 25, outro atacante contratado pelo Furacão, também será apresentado na ocasião.
A recepção ao equatoriano dá mostras da grande expectativa que vive a galera rubro-negra. E não é pra menos. Há tempos é esperada uma contratação de impacto e nível internacional como a de Guerrón e, principalmente, num setor que tem sido a grande preocupação para o Atlético nos últimos anos: o ataque.
Na atual temporada, 8 jogadores já foram testados em diversas formações ofensivas no Furacão. Até agora, somente Bruno Mineiro deu uma resposta positiva. Ele foi artilheiro do Campeonato Paranaense ao lado de Ariel, do Coritiba, ambos com 11 gols. Porém, algumas lesões têm atrapalhado o rendimento do atacante. Wallyson, Patrick, Marcelo, Jorge Serna, Javier Toledo, Bruno Furlan e Alex Mineiro também tiveram suas oportunidades, mas não vingaram. De todos eles, apenas Alex continua no grupo principal brigando por vaga na equipe de Carpegiani.
Essa carência de bons atacantes foi sentida pela diretoria e as contratações começaram. Durante a disputa da fase pré-Copa do Brasileirão chegou Maikon Leite, do Santos, e Anderson Aquino retornou de empréstimo, mas ainda não é certa sua permanência. Na intertemporada, foi a vez de Thiago Silva, que fez sua estreia no Torneio de Londrina. E hoje desembarca a dupla estrangeira de ataque: Guerrón e Federico. O equatoriano será o homem da velocidade, enquanto o argentino o de referência na área.
Com essas opções no ataque, o Atlético espera não repetir o fiasco ofensivo visto no Brasileirão do ano passado quando a equipe foi disparada o pior ataque da competição (42 gols em 38 jogos).


