O clima em Chapecó é de muita comoção depois da queda do avião que levava o time da Chapecoense para a Colômbia para a final da Copa Sul-Americana. Na Arena Condá, torcedores das cidades vizinhas fazem uma corrente de oração e os garotos da categoria de base da equipe catarinense, acompanhados de seus familiares, também participam das homenagens.

A prefeitura de Chapecó decretou luto oficial de 30 dias, suspendeu todos os eventos programados e ainda suspendeu as aulas na rede pública de ensino. Dois médicos da cidade estão viajando à Colômbia para acompanhar o estado de saúde dos sobreviventes, entre eles o zagueiro Neto.

O jogador Claudio Wink, lateral direito que não viajou para Colômbia, esteve no vestiário onde estão concentrados familiares e dirigentes da Chapecoense. “Eu perdi um dos meus melhores amigos. O Matheus era meu amigo de infância, comemoramos o nascimento do  filho dele faz dois meses. Não há tristeza maior que essa”, disse.

A esposa do atacante Bruno Rangel ressaltou que o atacante faria aniversário no próximo dia 11. A família do jogador, que é de Campos de Goitacazes-RJ, acompanha as informações em casa. O irmão de Joelson Rangel informou que os familiares são religiosos “Estamos orando muito e temos fé.”

A situação dos familiares na Arena Condá também foi relatada pelo vice-presidente da Chapecoense, Ivan Tozzo, que desistiu de embarcar para a Colômbia na última hora. “A gente ainda não acredita no que aconteceu. A Chapecoense é uma família, hoje todo mundo fala da Chapecoense, parece que é o segundo time de todos. A situação na arena, nesse momento, é muito triste, esposas dos jogadores desmaiando. A gente não sabe nem o que falar”, afirmou.