O Atlético tem mais três partidas pela frente até o término do Brasileirão. Fora de casa enfrenta o Bahia e o Palmeiras, na última rodada, e no meio desses confrontos recebe o Goiás na Arena da Baixada. No entanto, o técnico Claudinei Oliveira terá um desafio bem maior que esses três jogos. Como já garantiu a permanência do Furacão na Série A, o comandante rubro-negro precisa motivar seus atletas a cumprirem tabela com o máximo de seriedade, tanto para atender aos interesses do clube, que já projeta 2015, quanto para agradar ao torcedor, que ficou mais exigente e quer grandes atuações até o fim do campeonato.

No discurso, Claudinei garante que seus atletas continuam trabalhando com o mesmo afinco de outrora. Porém, é complicado manter um grupo tão jovem como o atleticano motivado para jogar, afinal os objetivos que estão ao alcance, já foram conquistados. “Tem que ter seriedade no trabalho. Aproveitar até o último dia de treino para terminar bem a temporada para quando voltarem ano que vem os jogadores assimilarem o que a gente pensa, em termos de treinamentos, jogos, posicionamento e variações táticas”, disse o treinador.

Não há espaço para desvios de conduta. O empate com o Santos, precedido pela derrota para o Sport (os dois jogos na Arena) frustraram o treinador, que garante ainda mais trabalho daqui para frente. “Não podemos abrir mão de uma, duas semanas para ficar brincando, dando risada e fazendo churrasco. Temos que no dia a dia treinar sério. O jogador tem que sentir o comprometimento da comissão técnica. Se o jogador sentiu que o treinador está largando, não quer dar treino, o jogador também larga. Não queremos isso de maneira nenhuma”, alertou Claudinei.

Uma das fórmulas para manter a turma motivada, no entanto, é dosar a carga de trabalho. “Os treinamentos têm sido muito bons. Essa semana especificamente o pessoal que jogou não treinou. Jogou domingo, descansou segunda, fez regenerativo, um pouquinho de trabalho tático e veio pro jogo. Quem vai jogar em Salvador também não vai treinar”, disse. “Mas os que não estão jogando ou jogando menos têm treinado bastante, com objetivo, cobrança, visando o aprimoramento tático e técnico. Não abrimos mão disso”, completou.

Coutinho é a solução

O atacante Douglas Coutinho está com os dias contados no Atlético. Por mais chocante que a frase seja, ela carrega uma realidade em suas palavras que é imutável. A saída do atacante pode ser a solução para alguns dos problemas financeiros do clube assumidos para a reforma da Arena da Baixada e a realização de um sonho para o jovem atacante. O empresário Taciano Pimenta embarca para a Europa na semana que vem, com o aval do Atlético, para ouvir o que os interessados têm a oferecer por Coutinho.

O jogador garante que a possível saída não tem prejudicado seu trabalho. “Tô vivendo meu momento no Atlético. Cabeça aqui e pensamento aqui. Meu empresário e o presidente fizeram um acordo, o presidente liberou-o para ir lá e estou esperando. Teve uma conversa boa e amigável. Estão decidindo o que vai ser bom para mim e para o clube. Todo mundo vai sair ganhando”, disse.

O maior interessado é o Manchester United. A ideia é contratar Coutinho e emprestá-lo para outro grande da Europa, já que jogador estrangeiro por aquelas bandas só joga se tiver convocações para a seleção principal do país. Coutinho já foi chamado para a sub-21 e pode acabar no Atlético de Madrid, na triangulação mais provável que se desenhou até agora. (ELK)