O Paraná Clube busca o fim às oscilações para “engrenar” no returno do Brasileirão a partir do clássico de domingo, frente ao Coritiba, no Couto Pereira. O objetivo e “virar a página”, fazendo com que o jogo tenha efeito inverso ao do primeiro turno. Naquele momento – o clássico foi disputado no dia 4 de maio, pela 7.ª rodada – o Tricolor é quem apresentava uma campanha regular, enquanto o adversário viva momento de instabilidade após um início de competição preocupante.
Ainda sob o comando de Cuca, o Paraná ocupava, antes do confronto, a 5.ª posição, com três vitórias, dois empates e somente uma derrota na bagagem. Do outro lado, o Alviverde era apenas o 16.º e o trabalho de Paulo Bonamigo era contestado. No jogo, deu Coxa – 2×1, de virada – com Edu Sales e Marcel marcando os gols da vitória no segundo tempo. Cristiano Ávalos havia feito o primeiro gol do jogo, na etapa inicial e o Paraná desperdiçou ao menos duas chances claras para “matar” o jogo. Resultado: o Tricolor perdeu uma colocação e o Coritiba subiu oito posições.
“Foi o jogo que consolidou nossa arrancada”, reconhece o técnico Paulo Bonamigo, um dos seis treinadores que permanecem “intocáveis” em seus clubes. Edu Marangon é o quarto comandante paranista neste Brasileirão. Chega para esta disputa caseira com um aproveitamento de somente 33,33% nos quatro jogos em que dirigiu o time. “O gráfico mostra que precisamos equilibrar nosso rendimento. O Paraná, mesmo antes da minha chegada, não conseguiu se manter por muitos jogos com boa freqüência de vitórias”, comentou Marangon. Foram, na verdade, somente duas seqüências positivas.
Primeiro, com Adílson Batista no banco, o Tricolor venceu Vasco e Grêmio com atuações convincentes, seguida de uma partida decepcionante em Florianópolis, com a derrota para o Figueirense (4×2). Depois, com o interino Saulo de Freitas no comando, o Paraná emplacou três vitórias consecutivas, sobre Fortaleza, Vitória e Criciúma. Depois, empatou com o Corinthians, na mais longa invencibilidade do time na competição (quatro rodadas). O contraponto destes números vem em duas seqüências de quatro jogos sem vitórias, a primeira ainda na “era” Adílson Batista e a segunda com Saulo e Edu (dois jogos cada).
“São aspectos que temos comentando com o grupo, pois para se buscar um crescimento na competição, vamos ter que conquistar resultados positivos consecutivamente, tirando a diferença dos clubes que estão à nossa frente”, comentou o treinador. Edu Marangon só deve avançar em aspectos motivacionais para este clássico a partir de amanhã. “Assim, evitamos uma possível dispersão. Por mais que o jogador esteja concentrado, essa parada esfriou um pouco o clima do campeonato. Mas, com a proximidade da rodada, a mobilização acontecerá ao natural”, acredita.


