Daizon Mendes, à frente, toca para
Hernandes Quadri Jr. na americana.

Três bronzes e algumas boas surpresas. Esse foi o saldo da participação brasileira nas provas de ciclismo de pista nos Jogos Sul-Americanos, que se encerraram ontem, no Velódromo do Jardim Botânico, em Curitiba, com a disputa das provas de keirin e americana. A Venezuela foi a grande campeã.

E, segundo o técnico Iverson Ladewig, há sim, muito a comemorar. “Entramos aqui sabendo que qualquer resultado seria válido. Só o fato de voltarmos a ter uma equipe já vale. Saímos com três medalhas e só não ganhamos mais por detalhes”. O caminho da pedras para o ciclismo brasileiro passa, segundo o treinador, pela disputa de competições internacionais. “Temos de estar nesse meio. Disputar com os europeus, ganhando experiência e aumentando nosso nível”. A consolidação de um centro de excelência para o esporte, que serviria de base para a seleção e para o treinamento de novos valores também é ponto essencial na avaliação de Iverson. “Seria o ideal. Em Curitiba seria ótimo”, garante.

Aprovação

O desejo da direção do ciclismo brasileiro conta com o aval da Comitê Olímpico Brasileiro (COB). O presidente da entidade, Carlos Arthur Nuzman, acredita que Curitiba tem totais condições de sediar um centro de excelência da modalidade.

Campeã

A Venezuela foi a grande campeã na pista, com seis medalhas de ouro. Atrás dos venezuelanos, ficaram os argentinos, com quatro medalhas de ouro e os chilenos e equatorianos com uma. O Brasil ficou com o quinto lugar geral com três bronzes.

Ontem o predomínio ficou mais uma vez evidente. Nas provas de velocidade olímpica e de keirin, deu Venezuela. Na modalidade americana, os argentinos ?passearam? na pista. A dupla formada por Juan Curuchet e Edgardo Simon não fez esforço para superar os chilenos, que ficaram com a prata, e os uruguaios, que ficaram com o bronze.

O técnico venezuelano, Roberto Santalla, diz que os bons resultados já eram esperados. “Temos uma cultura da bicicleta”, explica, revelando que o governo mantém investimento sério no esporte.

Mancini garante última medalha

A terceira medalha brasileira veio das pedaladas do paulistano Estevam Mancini, 26 anos. Treinando atualmente na tradicional equipe de Americana (SP), Mancini disse estar surpreendido com o bronze. “Eu nunca tinha participado desse tipo de prova. Só fui treinar aqui em Curitiba”, explica o atleta que já foi campeão brasileiro na modalidade perseguição por equipe. O bom resultado, no entanto, fez Mancini filosofar: “quem sabe não emplaco na modalidade”.

O brasileiro ficou atrás do venezuelano Ruben Osório (ouro), e do chileno Luiz Muñoz (prata). (GV)

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