China horrível. Palavra de Zequinha

Se a China não melhorar o futebol que apresentou diante da Costa Rica vai ser o saco de pancadas do Grupo C da Copa do Mundo. Esse é o pensamento do técnico paranaense Zequinha, que trabalhou dois anos no futebol chinês e conhece como ninguém o próximo adversário da seleção brasileira, sábado. Para ele, o Brasil garante a classificação para as oitavas-de-final já no sábado, com uma vitória fácil.

“Pelo o que eu vi hoje (ontem, China x Costa Rica), o Brasil passa fácil por eles”, garante o treinador.

Segundo ele, a seleção chinesa até tem um potencial para dificultar as coisas para os adversários, mas o planejamento para a competição foi inadequado. “Os chineses não se prepararam fisicamente, eles ainda preferem aplicar no esporte a medicina oriental a usar métodos mais modernos”, aponta. Zequinha explica que eles ainda estão muito atrasados nessa área e cita até um exemplo para um técnico se dar bem naquele país. “Sempre que eu vou para lá, levo um preparador físico brasileiro junto”, revela.

Outro fator que facilitou a vitória da Costa Rica na visão de Zequinha foi o esquema adotado pela seleção chinesa. “O Bora (Milutinovic, iugoslávio) é muito inteligente, mas o esquema 4-4-2 à inglesa que ele usa não é o ideal”, afirma. Para o paranaense, uma equipe inferior tecnicamente não poderia se abrir tanto para o adversário. “Eu utilizei o 3-6-1 na seleção chinesa sub-20 e passei pela Alemanha e empatei com o Brasil”, cita.

Dos destaques do adversário de sábado, Zequinha aponta o volante Li Tie e o zagueiro Li Weifeng. Os dois trabalharam com ele no Saanxi Guoli. Com eles, Zequinha foi campeão da segunda divisão no primeiro ano de China e fez uma boa campanha na primeira divisão. O treinador chegou até a trazer essa equipe para fazer uma pré-temporada no CT do Caju no ano passado. Esse intercâmbio com o Atlético começou em 97, quando uma seleção juvenil esteve aqui, inclusive cm os dois destaques apontados por Zequinha. Ele só não volta para a terceira temporada consecutiva por problemas de saúde. “Vou ficar pelo menos seis meses em Curitiba”.

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