A China e a Alemanha estão provando uma velha teoria: organizar eventos esportivos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, pode gerar lucros invejáveis para os organizadores das competições. Desde o anúncio de que a China organizaria as Olimpíadas de 2008, os investimentos no país aumentaram 70%, principalmente em áreas que estarão relacionadas com o evento esportivo.

Genebra (AE) – A Comissão de Cooperação Econômica de Pequim afirmou que, desde o anúncio de que a cidade seria a sede dos Jogos, 1,3 mil empresas de capital estrangeiro pediram para se instalar em Pequim. Caso todos os pedidos forem aceitos pelo governo chinês, o país estará recebendo outros US$ 5 bilhões em investimentos diretos.

A maioria das empresas que pediu para se instalar em Pequim está relacionada ao setor de serviços, como turismo, bancos e hotelaria. Todas, sem exceção, já estão se preparando para tirar proveito dos Jogos Olímpicos.

A Alemanha é outro exemplo de que um evento esportivo pode trazer vantagens para a economia local se os organizadores adotarem uma estratégia adequada. O país está passando por uma das mais graves recessões dos últimos anos, mas os preparativos para sediar a Copa do Mundo de 2006 estão dando esperanças para setores afetados pela crise.

Até agora, cerca de duzentas cidades em todo o país se inscreveram para receber as seleções dos 32 países que participarão da Copa. Outros tantos restaurantes pediram à organização do Mundial que os inclua em um roteiro que será preparado para turistas e equipes. O motivo de tanto interesse são os dólares que jogadores e torcedores trarão para as cidades muito delas com graves problemas orçamentários. Os organizadores da Copa ainda estão abrindo licitações para que empresas proponham a modernização de estações de trem e aeroportos. A Alemanha também anunciou que as estradas serão ampliadas para receber os turistas que deverão chegar de todos os cantos da Europa de carro.

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