O chefe do departamento de arbitragem da Fifa, o suíço Massimo Busacca, pediu nesta sexta-feira que as seleções joguem limpo na Copa, fazendo também um apelo para que os jogadores não simulem faltas na competição que acontecerá no Brasil. A declaração foi dada em conversa com jornalistas logo após o treino aberto dos árbitros escalados para o Mundial, que se preparam desde o início da semana no Clube de Futebol Zico (CFZ), na zona oeste do Rio.

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“Você pode vencer uma partida com uma simulação, você pode vencer um jogo ‘mergulhando’. Mas quando você vai para casa, o que você vai dizer para seus filhos? ‘Eu venci um jogo simulando, eu venci um jogo me atirando’?”, questionou o ex-árbitro suíço.

“Nós queremos ver o fair-play. Nós estamos no país do futebol, você não pode querer ganhar um jogo se atirando”, declarou Busacca. “Para os árbitros, às vezes, é muito difícil. Nós estamos falando de dois ou três centímetros, os lances são muito rápidos. Nós estamos pedindo fair-play aos jogadores.”

BRASIL – Representante brasileiro entre os árbitros que vão apitar no Mundial, Sandro Meira Ricci, que é filiado à Federação Pernambucana de Futebol, reconheceu a ansiedade para apitar seu primeiro jogo numa Copa, mas garantiu estar preparado para o desafio.

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“A preparação não vem de hoje. A gente está finalizando, fazendo os últimos ajustes, mas esta preparação vem desde a Copa passada, com os treinamentos que a Fifa orientou”, contou o árbitro brasileiro. Segundo ele, a ideia da preparação feita nesta semana no Rio é “uniformizar a arbitragem”.

Ricci afirmou ainda que a entidade não deu nenhuma orientação específica sobre deixar o jogo correr ou assinalar mais faltas na Copa. “Temos que aplicar a regra do jogo”, frisou. “É importante a gente ter leitura de jogo. O jogo está muito rápido, e a gente precisa ter uma leitura adequada para antecipar e tomar melhor as decisões.”

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Ele também se mostrou entusiasmado com a tecnologia da linha do gol, que será utilizada pela primeira vez na Copa do Mundo. “Qualquer inovação tecnológica que venha para garantir, com a absoluta precisão, a tomada de decisão da arbitragem, é uma preocupação a menos. O sistema funcionou muito bem no Mundial de Clubes”, destacou.

Além de Ricci, os auxiliares Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse completam o trio de arbitragem brasileiro na Copa. Todos eles participam do treinamento, que vai até a próxima terça-feira, antevéspera da abertura da competição.