Contratos firmados pelo governo com a empresa alemã de engenharia Bilfinger para a Copa do Mundo de 2014 são alvo de investigação da Controladoria-Geral da União (CGU), informou o chefe do órgão, ministro Valdir Simão, nesta segunda-feira. A investigação, segundo o ministro, deve começar imediatamente.

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A CGU adotou a medida após a própria empresa divulgar, no domingo, que estava apurando possível pagamento de propina a integrantes da administração pública brasileira. O jornal alemão “Bild” divulgou que a propina foi de 20 milhões de euros (cerca de R$ 70 milhões).

Em nota, a empresa informou que “recebeu informações internas, no ano passado, de que pode ter havido violações à ética do grupo quanto ao fornecimento de monitores para centros de segurança em grandes municípios brasileiros” e que “a denúncia está ligada à suspeita de pagamento de propinas por parte de funcionários da Bilfinger no Brasil a funcionários públicos e de empresas estatais”.

Os contratos em questão têm relação com o Ministério da Justiça, comandado pelo ministro José Eduardo Cardozo. Em nota, a pasta informou que firmou, em 2013, um contrato de aquisição de vídeo-wall (telas gigantes formadas por vários monitores) com a Helmut Mauell, empresa controlada pela Bilfinger. O contrato foi feito por meio da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), órgão subordinado ao Ministério da Justiça.

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“A empresa Helmut Mauell foi vencedora da licitação oferecendo um preço inferior a 46% do valor obtido à época em pesquisa de mercado”, diz a nota. “A licitação e o contrato da Sesge com a empresa foram objeto de auditoria pelo Tribunal de Contas da União, não tendo sido encontrada qualquer ilegalidade”. A Sesge diz ainda que pediu que a Polícia Federal, a CGU e o TCU investiguem o caso. E que o Ministério da Justiça faça uma sindicância.