O jovem elenco do São Paulo, que teve quatro titulares com menos de 20 anos neste sábado, encontra um contraponto em Rogério Ceni. Apesar do bom momento da equipe, que venceu seus quatro primeiros jogos no Brasileirão, algo inédito na história do clube, o experiente goleiro mantém os pés no chão.

“Que a gente não se iluda com essas vitórias. Mas com uma coisa o torcedor tem que estar – está satisfeito – que é a vontade, a pegada desse time. Lógico que, como o time é mais jovem, tem mais essa coisa da pegada, mas ganhamos uma coisa chamada confiança”, destacou o goleiro artilheiro.

O atacante Dagoberto, segundo jogador do grupo com mais jogos pelo clube, também ressalta o poder de superação do elenco, que foi eliminado pelo Santos na semifinal do Paulistão e caiu frente ao Avaí nas quartas de final da Copa do Brasil.

“O que a gente está fazendo dentro de campo está sendo muito bacana. Está mantendo o padrão, crescendo. Tem que ressaltar a união, a força desse time”, elogiou o atacante, que deu a assistência para o terceiro gol do time neste sábado, marcado por Jean.

BATE-BOCA – Já nos acréscimos do segundo tempo, Dagoberto foi agarrado por Rafael Marques, que levou amarelo no lance. O zagueiro continuou reclamando com o atacante do São Paulo, tentou uma cabeçada e foi expulso. Na saída do gramado, indicou que foi ofendido por Dagoberto: “Pergunta o que ele disse da minha mãe”. O são-paulino negou qualquer ofensa e se mostrando surpreso com a declaração do gremista.

“Ele tem que ser homem acima de tudo. O que ele falou é uma coisa muito seria. Eu jamais faria isso com um profissional. Ele me deu cotovelada, continuou xingando, disse que ia esperar acabar o jogo para me pegar. Eu não sou moleque. Ele me chamou de moleque, disse que eu xinguei a mãe dele. Jamais faria isso”, reclamou Dagoberto, visivelmente incomodado com a situação.