Rio – A situação ainda não é para desespero, mas de alerta. Oficialmente, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vem registrando quedas em seus lucros e receitas nos últimos três anos. No balanço contábil publicado na sexta-feira da semana passada em um jornal de grande circulação no Rio, a entidade em 2004 teve um saldo positivo de R$ 3,1 milhões, contra R$ 4,8 milhões de 2003.

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Os lucros de 2004 e 2003 contrastaram com a fartura de 2002, quando o Brasil foi campeão da Copa do Mundo da Coréia e Japão, que rendeu à CBF o montante de R$ 17,8 milhões. Mas, no ano passado, a diminuição apurada pela entidade em comparação ao exercício anterior correspondeu a 35,04%, um valor considerado alto no mercado financeiro.

As receitas da CBF também vêm caindo. Em 2004, R$ 62,9 milhões, e em 2003, R$ 104,9 milhões. A principal baixa foi registrada nos valores recebidos por patrocínios, já que no ano passado a entidade arrecadou R$ 95,2 milhões contra R$ 80 milhões.

A boa notícia no balanço contábil ficou com a renegociação e parcelamento da dívida de R$ 13,2 milhões, com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os registros pertinentes aos custos e despesas – itens nos quais a CBF tem obtido sucesso em diminuir. Conseguiu uma queda de 8,4% e passou de

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R$ 103,4 milhões para R$ 94,7 milhões. E esse fato contribuiu para não tornar ainda mais negativos os lucros.

Um dado curioso se refere aos empréstimos concedidos pela CBF em socorro a federações estaduais de Futebol e clubes. Se em 2003 a entidade concedeu

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R$ 13,4 milhões em benesses, já em 2004, ano de reeleição do presidente Ricardo Teixeira, esse valor aumentou em 50,8%, saltando para R$ 20,3 milhões.