A CBF informa: jogos da série B em 14 de junho – Palmeiras x Marília, às 16 horas, no Parque Antártica, e Avaí x Marília, às 16 horas, no Ressacada. Como é possível? Pergunte à Confederação Brasileira de Futebol. A tabela da segunda divisão, divulgada na noite de terça-feira, reservava ainda outras curiosidades. O sistema de disputa é em turno único, mas o Palmeiras enfrentaria o Marília duas vezes. A outra partida está prevista para 9 de setembro, na casa do adversário.

As falhas do Departamento Técnico da CBF passaram despercebidas por muita gente. O Mogi Mirim, por exemplo, teria ao longo do turno 22 jogos. O Marília, 24. Houve erro de digitação e em vez de Palmeiras x Marília, dia 14 de junho, a partida no Parque Antártica nesta data será entre o Alviverde e o Mogi Mirim. Mas como explicar também duas partidas do Palmeiras em 23 de agosto: contra União São João, no Parque Antártica, e com o Sport, no mesmo local? Haveria uma rodada dupla com o Palmeiras A e o Palmeiras B?

Por toda a tarde, a CBF tentou reparar os erros e, por fim, divulgou no início da noite uma nova tabela, com as correções. A entidade limitou-se a alterar os jogos e datas citados, sem dar nenhuma explicação oficial sobre o incidente. Apenas expediu um ofício às federações estaduais envolvidas. E havia mais espaço para equívocos.

“Onde se lê Ceará x Vila Nova-GO, em 26 de julho, leia-se Vila Nova-GO x Ceará”, explicava o documento, alterando o mando de campo da partida.

A série B continua, portanto, emocionante nos bastidores: a cada dia uma novidade. Seu início foi adiado três vezes, a forma de disputa alterada, houve ameaça de desistência de clubes e a TV aberta desistiu de transmitir seus jogos.

Mais intrigante do que tudo isso é saber que o presidente do Marília, José Roberto Duarte de Mayo, já havia aprovado a tabela antes mesmo da mudança. Ele contratou 15 jogadores para a competição e espera ver seu clube subir à série A: “Estamos muito satisfeitos, pois a CBF atendeu aos nossos pedidos: estrear em casa, jogar contra o Palmeiras no Abreusão (estádio do Marília) e com o Botafogo no Rio. Não temos do que reclamar e agora é torcer para uma grande campanha.” A tabela inicial, com 46 partidas, não serviu para nada e foi rasgada.

A divulgada na terça agradou a Mayo, mas deixou alguns descontentes. A diretoria do Paulista, de Jundiaí, reclamou muito. O time do técnico Zetti realizará 11 jogos em casa e 12 fora do Estádio Jaime Cintra.

“Jogaremos uma partida a menos em casa. Pelo índice técnico, nós deveríamos fazer um jogo a mais em Jundiaí”, declarou o diretor de futebol, João Carlos Figueredo, confirmando que pedirá explicações aos representantes da Futebol Brasil Associados (FBA), entidade responsável pela organização da segunda divisão.

Em Araras, o presidente do União São João, José Mário Pavan, espera apenas uma boa participação de sua equipe na competição. “Não temos que ficar reclamando da tabela, temos é que pensar em vencer os jogos e conseguir o acesso. Com muito trabalho, conseguimos fazer o campeonato sair.”