Um final de semana em Balneário Camboriú, litoral catarinense, num hotel à beira-mar, na paradisíaca Praia dos Amores. O programa escolhido pelo casal curitibano Claudemir Antônio Cândido, 40 anos, e Andréia Pinho Muller Cândido, 35, parecia ser a viagem romântica ideal para comemorar os dez anos de casados, não fosse um detalhe.

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Eles estavam lá para participar da 4.ª etapa do Mitsubishi MotorSports Sudeste, o maior rali de regularidade monomarca do Brasil. Foi a primeira vez que o casal, ele administrador de empresas, ela veterinária, participou de uma competição. E para quebrar algum resquício de romantismo que ainda pudesse existir nessa aventura, eles levaram, de carona, a reportagem de O Estado durante as quase cinco horas de prova.

Manhã de sábado, minutos antes da largada, carro preparado, planilha na mão e certo nervosismo começa a tomar conta do casal. "Se a gente não se perder já vai ser uma grande vitória", comentou Andréia, a navegadora. "É só você prestar atenção apenas na planilha, me passar todas as informações e deixar que da estrada, cuido eu", orientou o "experiente" piloto Claudemir, que até então só tinha colocado seu carro na terra para participar de trilhas com grupos de amigos.

Começa a prova e o casal já começa a discutir. "Estamos atrasados" foi a frase mais ouvida dentro da L 200 número 234, enquanto o piloto tentava acalmar e seguir em frente. "Eu sei que nós estamos atrasados, todo minuto você fala isso, não precisa ficar repetindo, aos poucos a gente recupera". A crise entre piloto e navegadora chegou ao ponto alto já perto do final da prova, quando, ao passar por uma casa vermelha, referência na planilha, Andréia indicou para que o caminho certo era ir reto. Vendo marcas de pneu e outros carros virando à esquerda, Claudemir questionou. "Você tem certeza? Olhe bem aí". "Eu estou dizendo que é para ir reto, você não disse que da navegação eu que cuidava?", respondeu Andréia. O piloto seguiu as instruções da navegadora, foi reto e, alguns metros depois, a dupla teve de dar a volta, havia errado o caminho.

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Apesar da inexperiência e de todas as discussões, ele só cometeram aquele erro grave. "Foi muito bom, melhor que eu esperava, a planilha estava muito bem elaborada, mas eu fiquei com muita vontade, valeu a pena, quero participar de todas as etapas", comentou Andréia – que, ainda por cima, está grávida de quatro meses. Com 14.782 pontos perdidos, a dupla terminou a prova na 84.ª colocação entre os 119 carros inscritos na categoria Turismo Light.

Equilíbrio na complicada rota de Camboriú

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Divididos em três categorias, 215 carros largaram na 4.ª etapa do Mitsubishi MotorSports Sudeste. Com o intuito de proporcionar aos competidores uma prova bastante técnica e ao mesmo tempo prazerosa, a organização preparou uma trilha repleta de situações emocionantes, como travessias de rios, pontes estreitas, mudanças constantes de piso, subidas e descidas inclinadas, enfim, um conjunto de fatores que fizeram com que os competidores tivessem que mostrar muita habilidade para completarem os 153 km de prova com o menor número de pontos perdidos.

"Diferente das provas de velocidade, o rali de regularidade é feito para que qualquer pessoa traga seu carro de passeio e participe da competição. Amigos, famílias, casais, esse é o perfil do competidor da MotorSports. E é pensando nele que é montada a trilha, mas sem deixar de ser desafiadora", destacou o coordenador de competições da Mitsubishi, Detlef Altwrg.

Quem levou a melhor foi a dupla de Florianópolis Luciano Azzi e Theo Guardiano que, na principal categoria da prova, a graduados, venceu com 140 pontos perdidos. Na categoria turismo, intermediária, a vitória ficou com os gaúchos César e Cezar, de Lageado, que tiveram 268 pontos descontados. Entre os novatos da Turismo Ligth, Dinael Chiodino e Dácio Maoichi Roper, de Guaramirim-SC, venceram com 554 pontos. A Mitsubishi MotorSports Sudeste 2006 volta a reunir seus competidores no dia 19 de agosto, em Itaipava/RJ. (RP)