A Corte Arbitral do Esporte (CAS) prometeu anunciar na manhã desta quinta-feira, em comunicado que será divulgado às 7 horas (horário de Brasília), o veredicto do julgamento de Cesar Cielo e dos outros três nadadores brasileiros flagrados no exame antidoping (Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinicius Waked). A audiência dos quatro atletas aconteceu nesta quarta, em Xangai, na China, onde está sendo disputado o Mundial de Esportes Aquáticos.

Os quatro nadadores brasileiros foram flagrados durante a disputa do Troféu Maria Lenk, em maio, no Rio, quando o mesmo diurético proibido furosemida foi detectado em seus exames. Eles alegaram inocência, dizendo que consumiram a substância em um lote contaminado de um suplemento alimentar que usam regularmente.

No julgamento da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), os argumentos de defesa foram aceitos e os quatro nadadores receberam apenas uma advertência, sem qualquer suspensão, além de terem anulados os resultados que conseguiram no Troféu Maria Lenk. Mas a Federação Internacional de Natação (Fina) achou a punição muito branda e entrou com recurso no CAS, a instância máxima da justiça desportiva mundial.

Assim, num julgamento realizado em tempo recorde, justamente por causa da realização do Mundial, os quatro nadadores foram ouvidos nesta quarta-feira na audiência em Xangai – algumas testemunhas participaram da sessão por videoconferência. Agora, a decisão está nas mãos dos três juízes do CAS encarregados do caso: o australiano Alan Sullivan, o suíço Olivier Carrard e o norte-americano Jeffrey Benz.

Se forem condenados pelo CAS, os quatro nadadores brasileiros podem receber até dois anos de suspensão. Mas a própria Fina teria pedido um pena de seis meses de afastamento, o que permitiria que eles disputassem a Olimpíada de Londres, no ano que vem – nesse caso, Cielo poderia defender seu título olímpico nos 50 metros livre (também é medalhista de bronze nos 100 metros livre).

Uma das maiores estrelas da natação na atualidade, Cielo aguarda o resultado do julgamento no CAS para definir sua participação no Mundial de Xangai – os outros três atletas ficaram sem índice. Se puder competir, ele tentará o bicampeonato mundial nos 50 e 100 metros livre, além de ajudar a equipe brasileira nas provas de revezamento e buscar uma medalha inédita nos 50 metros borboleta.