O Legia Varsóvia fracassou na sua tentativa de obter uma compensação da Uefa após ter sido excluído da Liga dos Campeões da Europa por ter escalado um jogador irregular. Nesta quinta-feira, a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) anunciou que rejeitou o recurso do time polonês, que desejava receber 1.854.385 euros (aproximadamente R$ 6,13 milhões).

Uma comissão de três membros avaliou que o Legia quebrou uma regra clara da Uefa ao utilizar um jogador que estava suspenso em uma partida. Como resultado, “o painel concluiu que não era necessário abordar o pedido de compensação”, disse a CAS em um comunicado.

Esta foi a segunda derrota do Legia no tribunal máximo do esporte. Em agosto do ano passado, a CAS rejeitou um pedido de reintegração do time ao torneio, ficando com a vaga do Celtic, que havia sido eliminado, mas herdou a vaga da equipe polonesa após a sua exclusão.

A Uefa puniu o Legia por escalar Bartosz Bereszynski no segundo tempo do duelo na Escócia, quando ele ainda deveria estar cumprindo uma suspensão de três jogos. O time polonês venceu o confronto pelo placar agregado de 6 a 1, com um triunfo por 4 a 1 em casa e outro por 2 a 0 como visitante. Com o uso de um jogador irregular, a Uefa apontou o placar de 3 a 0 favorável ao Celtic no duelo em que o time polonês foi visitante, o que classificou a equipe escocesa pelos gols marcados fora de casa.

O Legia não poderia ter utilizado Bereszynski porque o jogador não havia sido inscrito para a fase preliminar anterior da Liga dos Campeões, não tendo, portanto, cumprido a punição. Posteriormente, o Celtic foi eliminado pelo Maribor na última fase preliminar da Liga dos Campeões, não se classificando para a lucrativa fase de grupos.